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Correspondentes bancários estão vulneráveis

A abertura indiscriminada de empresas denominadas de correspondentes bancários traz à tona um grave problema: os trabalhadores que atuam nesses locais estão vulneráveis aos constantes ataques dos seus direitos trabalhistas.

Com a autorização do Banco Central, os bancos estão substituindo a mão de obra do bancário por outra mais barata, com jornada de 44 horas semanais e sem direitos garantidos à categoria. A maioria dos locais dos correspondentes não tem equipamentos de segurança adequados, como portas de segurança, câmeras ou vigilantes.

"Os serviços bancários fora das agências não apenas enxugam o quadro de pessoal dos bancos. São também as novas formas que os bancos encontraram para burlar os direitos trabalhistas, terceirizando a atividade fim e se livrando de qualquer dever previsto em lei. Só pra ter uma ideia, o salário de um funcionário do correspondente chega a 25% da remuneração do bancário", afirma a diretora do SEEB/SE, Ivânia Pereira.

Serviços
Os correspondentes bancários são empresas que prestam serviços para bancos e demais instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BC). As casas lotéricas, Caixa Aqui e o Banese CEAC são os maiores exemplos desse fenômeno em Sergipe.

Essas empresas realizam serviços como propostas de abertura de contas de depósitos à vista, a prazo ou poupança; recebimento e pagamento de contas, aplicação e resgates em fundos de investimentos; ordens de pagamentos; pedidos de empréstimos e financiamentos; análise de crédito e cadastro;serviços de cobranças; pedidos de cartões de créditos e atividades de processamento de dados.

Por Déa Jacobina do Ascom SEEB/SE

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