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Cresce o número de assaltos a correspondentes bancários em Salvador

A transferência dos serviços bancários para os correspondentes tem aumentado consideravelmente a insegurança. O número de assaltos comprova. Salvador registrou neste ano 57 ocorrências contra as Casas Lotéricas, enquanto que nas agências foram 18. Destes, 13 são referentes a arrombamentos, ataques normalmente realizados na madrugada, quando a unidade está vazia.

Hoje, numa lotérica, o consumidor pode fazer diversas operações, como pagamento de contas até R$ 700,00, saques e depósitos de até R$ 1 mil, transferências, além da consulta de saldo e extrato. Quer dizer, boa parte dos serviços bancários.

Para os bancos é bom, porque não precisam investir em infraestrutura, com a abertura de novas agências para atender a demanda, e ainda transferem a responsabilidade para outros estabelecimentos. A atitude precariza o trabalho, pois o funcionário faz as atividades de um bancário, mas não é enquadrado na categoria, e aumenta a insegurança.

Os correspondentes não têm estrutura, como portas giratórias, obrigatórias nas unidades bancárias de Salvador, e vigilantes. Outras sequer têm câmeras. Resultado, população e empregados ficam mais vulneráveis à ação dos bandidos, que aproveitam o horário de maior movimento para realizar os assaltos.


Fonte: SEEB-BA

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