CTB e movimentos populares de Sergipe a favor da redução da jornada de trabalho
Essa Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que tramita há 14 anos no Congresso, pede redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e prevê aumento do valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. A PEC precisará ser aprovada por, no mínimo, 308 deputados para, então, seguir para votação no Senado.
Para os sindicalistas 'essa redução contribuirá para o aumento de empregos'. São números que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informa: 2,5 milhões de empregos serão criados com essa mudança. Essa é a lógica. A jornada diminui e os postos de trabalho aumentam.
Os principais opositores à redução da jornada de trabalho são empresários. Os dirigentes afirmam que "geralmente, quando as medidas de interesse dos trabalhadores tramitam no Congresso, os empresários se colocam contra, justificando que isso quebra tanto as próprias empresas quanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Vale lembrar que em 1988 (ano em que houve votação para redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas) o discurso era o mesmo".
A redução é fundamental e que contribuirá para maior uso de tecnologias a serviço do trabalhador, permitindo menor tempo de trabalho. O impacto no setor produtivo será mínimo e temos condições sociais para realizar essa mudança. Essa manifestação é fundamental para pressionar a aprovação no Senado.
A manifestação faz parte da mobilização do 2º Encontro Estadual da CTB de Sergipe, que acontecerá dia 22 de agosto no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe. Segundo o presidente da CTB, Edival Góes, o encontro tem como pauta discutir e debater as teses do Congresso, apresentando plano de lutas para os próximos quatro anos; eleger um deputado e também um diretor estadual da CTB de Sergipe.
