Debate sobre a reestruturação do BB chega à Câmara Federal
A reestruturação do Banco do Brasil traz consequências negativas à economia nacional, aos bancários e à população. Só interessa, portanto, ao mercado. As agências estão sobrecarregadas e os trabalhadores cada vez mais adoecidos, mesmo assim, o governo Temer aponta para o caminho da redução de postos de trabalho e de unidades. Uma incoerência.

Durante debate na Comissão de Trabalho da Câmara Federal, nesta terça-feira (13/12), o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), manifestou preocupação com as reduções, que “causariam impacto na economia dado a importância do Banco do Brasil, sua capilaridade e atuação em áreas específicas, insubstituíveis em alguns casos”.
O parlamentar, que promoveu a discussão junto com a deputada federal Érica Kokay (PT-DF), também afirmou ser “apropriado que o parlamento brasileiro possa, junto com os segmentos interessados no tema, fazer esse debate para garantir sua função de forma adequada e busque se fortalecer enquanto instituição estatal com atribuições insubstituíveis”.
O diretor de Gestão de Pessoas do BB, José Caetano Minchillo, informou que até o final deste ano, 9.409 funcionários serão desligados da instituição por meio de plano extraordinário de aposentadoria incentivada. Sem convencer, chegou a dizer que a diminuição do quadro “não compromete em nada as nossas competências históricas e capacidade de gerar resultados”.
Afirmação prontamente rebatida pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos. “Reduzir o número de funcionários, fechar agências e cortar comissões são iniciativas inaceitáveis. Por isso, vamos continuar nossa resistência contra o desmonte do BB”.
Além de criticar a falta de diálogo no anúncio das medidas, Vasconcelos também reiterou as cobranças feitas nas últimas negociações com o banco, como a garantia que o caixa receba o VCP e que nenhum trabalhador fique sem realocação com a respectiva comissão.
Para o Sindicato, a reestruturação é um ataque a um sistema de governança que foi consolidado nos últimos anos, com concursos públicos, fortalecimento da estatal e resgate da soberania e de políticas públicas sociais. O diretor do Sindicato e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Fábio Ledo, também participou do debate.
Fonte: Seeb Bahia.
