Debate sobre reversão de terceirização de call center avança
Os trabalhadores fizeram uma série de questionamentos aos bancos para uniformizar o entendimento das partes sobre o conceito de call center. A dúvida surgiu porque, na última reunião, os bancos falaram na internalização de "atividades de call center em que os trabalhadores tenham acesso a dados de correntistas e movimentação de contas correntes".
A Fenaban reafirmou que no debate entre os bancos a natureza da atividade é o ponto definidor para a decisão de reverter ou não a terceirização. Assim, no entender das empresas, serão discutidas as atividades nas quais o trabalhador tenha acesso aos dados de clientes ou realize transações que causem impacto nas contas correntes. No entanto, a Fenaban reconheceu a necessidade de refazer o debate sobre as especificidades junto aos bancos.
O debate na mesa temática prosseguiu em torno da importância de se unificar as terminologias utilizadas em cada empresa. Os trabalhadores ressaltaram a importância da reversão nesse setor, destacando as precárias condições salariais e de trabalho destes trabalhadores.
Informações
Os trabalhadores apresentaram as condições gerais dos acordos já firmados entre sindicatos e bancos específicos que tratam da reversão da terceirização nas áreas de call center. Segundo informações sistematizadas durante reunião dos dirigentes sindicais realizada nesta manhã, em todas as situações houve reversão da terceirização e incorporação dos trabalhadores à categoria bancária, assegurando-se a aplicação da Convenção Coletiva Nacional (CCT) dos bancários a todos eles. Houve, de forma geral, contratação específica no tocante ao trabalho nos finais de semana, uma vez que o setor de call center funciona 24 horas.
Os bancários avaliaram a reunião como positiva, pois foi possível apontar claramente a dimensão do debate e os caminhos para a construção de uma proposta para os trabalhadores desse setor. Uma nova reunião deverá ser realizada no dia 7 de junho, data ainda a ser confirmada.
