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Delson Coelho: “A campanha unificada, desde 2003, trouxe bons resultados”

Os bancários de Conquista e Região aprovaram a minuta de reivindicações proposta pela 12ª Conferência Nacional dos Bancários. Na assembléia, a categoria avaliou o aumento real de 11% e as demais reivindicações a serem apresentadas aos banqueiros. A plenária também deliberou sobre o desconto assistencial e os encaminhamentos da luta nos próximos meses. Para falar sobre o início dessa campanha salarial e as especificidades da mobilização em Conquista e Região, O Piquete Bancário entrevistou o presidente do sindicato, Delson Coêlho.


A assembléia mostrou-se satisfeita com a minuta de reivindicações aprovada pela Conferência Nacional dos Bancários?

Sim. Esta minuta foi aprovada por delegados de todo o país na 12ª Conferência Nacional dos Bancários. Na ocasião, tivemos dois representantes de Conquista e Região. Agora, a minuta está sendo submetida para apreciação das assembléias em todo o Brasil. Posteriormente, teremos o quadro nacional que provavelmente vai referendar essa decisão da conferência.

Nesta primeira assembléia, também discutimos o desconto assistencial que será de 1% sobre todas as verbas. Ele representa o patamar de receita estabelecido pelo sindicato na elaboração de seu orçamento feito no final do ano, quando estabelecemos as nossas despesas de acordo às receitas. 

O contraponto principal da despesa da campanha salarial 2010 é o desconto assistencial. Dessa forma, ele será descontado depois do resultado da campanha.
Esse valor será utilizado dentro daquilo que nós recebemos do colchão de liquidez do sindicato. Obviamente, teremos que repor porque essa não será a ultima campanha salarial e precisamos estar preparados financeiramente para levar a luta adiante.


Quais as próximas ações do sindicato?

Esses encaminhamentos dependerão do resultado nacional. Então, entregaremos a minuta aos banqueiros e iniciaremos nossa campanha com discussões, manifestações e reuniões nas agências.

Na entrega da minuta, também vamos elaborar o calendário de negociações que devem ocorrer em quatro ou cinco rodadas. A partir daí, vamos analisar os pontos negociados. O que não houver concordância vamos submeter à apreciação das assembléias e decidir sobre paralisações ou uma greve forte.


O senhor considera que a estratégia da campanha salarial para 2010 foi acertada?

Sem dúvida. A campanha unificada, desde 2003, tem trazido bons resultados.  O aumento real tem sido significativo para todos os bancários, tanto de bancos públicos, quanto dos privados. Sabemos que o índice unificado de 11% é aquilo que pode ser pago pelos banqueiros. Logo, estaremos lutando para garantir esse aumento real.


Nestas reivindicações, qual item não pode ficar de fora?

Sem dúvidas, é a contratação de mais bancários. Tivemos êxito na última campanha, principalmente no BB e na Caixa e essas contratações significam melhores condições de trabalho, com menos pressão e jornada excessiva. Isso comprova a nossa participação tanto na área econômica, quanto na área que negocia e dialoga com a sociedade. Com mais bancários, poderemos atender os clientes satisfatoriamente em 15 minutos.

É importante ressaltar que toda campanha é diferente. O que sempre deve ser igual é a disposição de luta de cada bancário, principalmente dos colegas comissionados do Banco do Brasil, que têm participado muito pouco da greve e por conta disso têm recebido um reajuste apenas da inflação nas suas comissões.

É interessante que eles participem da greve para que suas comissões tenham o mesmo ganho que os bancários vêm obtendo ao longo desses anos. O bancário precisa estar na luta, participando das assembléias e reuniões nas agências para podermos deliberar e seguir adiante.
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