Demora no atendimento causa tumulto em agência do Itaú em Sergipe
Diante de tamanho tumulto, o Gerente Regional de Agências, José Erasmo Pádua Valfrido, que se encontrava lá, ordenou aos guardas que fechassem a unidade, já que não cabia mais gente e só tinha apenas 2 caixas para atender a demanda. Diante de tal atitude , o pessoal que ficou lá fora onde estão os caixas eletrônicos, se revoltaram e começaram a fazer ameaça de quebrar a porta divisória batendo forte e empurrando chegando a balançar várias delas. O pânico tomou conta dos funcionário que previam o pior.
Em tantos anos de banco, nunca presenciei uma cena tão apavorante quanto aquela. Os colegas choravam, se desesperavam, sem condiçoes psicológica de trabalhar. Mesmo nervosos e chorando muito, os dois caixas continuaram a atender aos clientes que já estavam dentro da agência. A situação fugiu de controle. A polícia de choque foi chamada para apaziguar os ânimos e a fúria dos clientes que nos diziam palavras de baixo nível. Chegaram então 15 homens da polícia que ficaram do lado de dentro da agência e depois saíram e ficaram lá fora. Um caixa da agencia do calçadão foi para lá ajudar os colegas, então o Sr. José Erasmo ordenou que entrassem de 5 em 5 pessoas para serem atendidas. Até as 16h45, a agência ainda estava lotada.
Na manhã do dia 04 de junho, às 09h00, tive uma conversa com o Sr. Filipi Vechin Amador, que exerce a função de GFO que veio para resolver o problema. Perguntei a ele como ficaria essa situação. O Sr. Filipi me respondeu que a agência iria ficar com 4 caixas, 1 GO e 1 Supervisor Operacional. Disse também que iria contratar mais 2 caixas e um ficaria itinerante para a necessidade de outras agências. A agência iria abrir com dois caixas às 08h30 ou às 09h00, dependendo do fluxo. Respondi então que o horário bancário é às 10h00 e não esse horári , também os 2 caixas que abrissem mais cedo iriam ficar esgotados, mas o mesmo não achou isso, é claro.
Disse que tinha feito uma reunião com os GOs das agências e pediu mais empenho, ou seja, mais metas sem dúvida. Sem dúvida colocou que tudo isso vem acontecendo por falta de iniciativa dos gerentes. Em momento algum o Sr. Filipi demostrou preocupação com os estado de saúde dos colaboradores como somos chamados. Refere-se a nós como robôs e que não temos vida fora do banco. Vale aqui frisar que essa agência recebeu 5.000. (cinco mil) clientes além dos que já comportava oriundos da que fechou para se transformar em personalité.
No dia 30 de maio o Sindicato de Sergipe fez uma paralisação por falta de condições de trabalho nessa mesma agência alertando do problema que poderia ocorrer. O cliente não é atendido com menos de 1 hora e meia. Isso é desumano tanto para o cliente quanto para o funcionário. Temos que resolver essa situação, temos que conversar com a direção do banco para que episódio como este não mais ocorra.
Jane Cleide Santos Maia, funcionária do Banco Itaú e diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.
