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Dia de Luta reuniu movimento sindical em Vitória da Conquista

Diversas classes trabalhadoras estiveram presentes no ato realizado na Praça Barão do Rio Branco, na manhã desta segunda-feira, 30/3, como parte da programação do Dia de luta em Defesa do Emprego, Direitos Sociais e Desenvolvimento com Valorização do Trabalho promovido pelas Centrais Sindicais em todo o país.


O ato começou com os trabalhadores presentes se solidarizando com a categoria dos vigilantes, que estão em greve no estado da Bahia em busca de melhores salários e condições de trabalho. A greve, que já está sendo realizada em outras cidades da Bahia, teve a adesão dos trabalhadores da base de Vitória da Conquista e Região. São 350 trabalhadores segundo registros do Sindivigilantes, mas neste primeiro momento da paralisação, somente os trabalhadores que fazem a segurança dos bancos paralisaram as atividades.


Silvio Roberto, presidente do Sindsaúde/BA, afirma que a importância deste ato "se traduz na própria união de todas as centrais sindicais, ou seja, extrapola qualquer luta corporativa, é uma luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras deste país, que não podem pagar por uma crise que ele não construiu".


O vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de Vitória da Conquista, Guimarães Viana destacou a importância da iniciativa dos sindicatos em realizar este ato: "eu quero aplaudir os gestos de todos esses sindicatos que aqui marcaram presentes. A classe comerciária não poderia estar de fora porque é uma classe que é afetada pela crise", e denunciou "tem uma prática acontecendo em Vitória da Conquista, onde o trabalhador recebe meio salário e assina como se recebesse o salário mínimo e isso é um absurdo. E o pior, é que mesmo com essa condição, ainda estão sendo demitidos. Quando os patrões dizem que querem reduzir salário para manter emprego não é verdade, a prática está comprovada que é diferente. Longe de nós merecermos essa humilhação".


Quem também destacou a importância deste momento foi o presidente do SIMMP, César Nolasco. Para ele "eu acho que este momento simboliza o retorno dessa união da classe trabalhadora de Vitória da Conquista que já vinha esquecida há algum tempo. Os professores estão aqui para dizer não às demissões, a toda a política que esteja sendo viabilizada para prejudicar os trabalhadores. Nós somos contra qualquer tipo de corte na administração pública, porque nós não podemos pagar pela crise, muito menos setores essenciais como saúde e educação".


A categoria mais afetada até agora no Brasil foi a dos metalúrgicos e o presidente dos Sindicato dos Metalúrgicos de Vitória da Conquista e Região, José Medeiro disse que "a categoria veio para a rua para botar um ponto final nessa situação. Hoje é apenas o começo de uma mobilização muito maior e que é mundial. Os metalúrgicos não vão aceitar essa violência cometida contra os trabalhadores, como se eles fossem culpados pela crise instalada em todo o mundo.


A iniciativa de realizar o ato em Vitória da Conquista foi muito importante, na opinião de Delson Coêlho, presidente do Sindicato dos Bancários. Para ele, "somente com união os trabalhadores poderão prosperar e denunciar os juros altos, o desemprego, os baixos salários, mas, sobretudo o ataque aos direitos trabalhistas. Não podemos admitir jamais a redução de salário".

Júnior Patente
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