Empregados entregam propostas para a Caixa a Geraldo Alckmin
Representantes de empregados, aposentados, entidades sindicais e associativas da Caixa Econômica Federal entregaram ao vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira (19/10), em São Paulo (SP), o documento “Caixa 2030 – Diretrizes para uma Caixa Pública, Competitiva, Sustentável e Bem Administrada”. O material também será encaminhado ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

Coordenado pela ex-presidenta da Caixa, Rita Serrano, o documento foi construído coletivamente com o objetivo de contribuir para a elaboração do programa de governo.
Tendo clareza que o momento exige união em defesa da Caixa, representantes das diversas entidades de representação dos empregados e aposentados – Fenae, Fenag, Advocef, AudiCaixa, SocialCaixa, Aneac, Anacef, Fenacef, e os eleitos para o CA e Funcef, participaram da formulação e entrega das propostas.
Caixa 2030
A iniciativa teve como ponto de partida a pesquisa Futuro Caixa, realizada entre 19 e 30 de agosto de 2026, com a participação de 1.700 empregados e aposentados.
De acordo com a pesquisa, 96,7% dos participantes consideram fundamental ou de grande importância a manutenção da Caixa como banco público. O estudo também destacou a valorização dos empregados, a sustentabilidade financeira, a modernização tecnológica, a governança e o fortalecimento da atuação do banco nas políticas públicas.
As propostas estão organizadas em quatro eixos que buscam conciliar a missão pública da instituição com os desafios de modernização, eficiência, competitividade e sustentabilidade financeira.
1. Caixa Pública – Fortalecimento do papel social e do desenvolvimento nacional
O primeiro eixo defende a preservação do controle público da Caixa e o fortalecimento de sua atuação como instrumento de desenvolvimento econômico e social.
Entre as prioridades estão a ampliação das parcerias com União, estados e municípios, o protagonismo no financiamento habitacional e no desenvolvimento urbano, a inclusão financeira e a manutenção da presença territorial do banco.
As propostas também incluem a modernização das agências, com atendimento voltado ao acesso a direitos e ao fortalecimento do relacionamento com os clientes.
2. Caixa Competitiva – Transformação digital, inovação e novos negócios
O segundo eixo reúne medidas para ampliar a competitividade da Caixa diante das transformações do sistema financeiro.
As propostas contemplam uma estratégia de transformação digital e inteligência artificial até 2030, o fortalecimento da autonomia tecnológica, a diversificação de receitas, a modernização das loterias federais e o aprimoramento da segurança cibernética.
Também está prevista a consolidação da Caixa como infraestrutura pública digital a serviço do Estado e da população.
3. Caixa Sustentável – Novas fontes de financiamento e equilíbrio de longo prazo
O terceiro eixo propõe medidas para fortalecer a sustentabilidade econômico-financeira da instituição e ampliar sua capacidade de financiar o desenvolvimento do país.
Entre as iniciativas estão a diversificação das fontes de recursos de longo prazo, o fortalecimento dos fundos garantidores, a ampliação dos instrumentos financeiros e o financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável.
O documento também defende uma remuneração adequada pelos serviços prestados ao Estado e medidas para enfrentar compromissos financeiros de longo prazo, com previsibilidade e participação.
4. Caixa Bem Governada – Valorização dos empregados e aprimoramento da gestão
O quarto eixo destaca a necessidade de aprimorar a governança corporativa, profissionalizar a gestão e fortalecer as políticas de valorização dos empregados.
As propostas incluem uma nova política de gestão de pessoas e competências, a criação de um plano de cargos específico para a área de tecnologia da informação e o fortalecimento das políticas de diversidade, saúde, desenvolvimento profissional e participação dos empregados.
A sustentabilidade do Saúde Caixa e da Funcef também integra as prioridades, assim como a criação de mecanismos públicos de acompanhamento dos resultados sociais da instituição.
Qual Caixa o Brasil precisará em 2030?
O documento parte de uma questão central: mais do que projetar como estará a instituição em 2030, é necessário discutir qual Caixa o Brasil precisará para enfrentar os desafios econômicos, sociais e tecnológicos dos próximos anos.
Além das propostas estratégicas, o material apresenta um diagnóstico da situação atual da Caixa, baseado em demonstrações financeiras da instituição, e os resultados da pesquisa realizada com empregados e aposentados.
