Encontro Nacional de Isonomia na Caixa será neste sábado
Os protestos dos empregados visam pressionar a direção da Caixa a estender a isonomia, com a urgência necessária, a todos os bancários que ainda não usufruem desse benefício. A isonomia de direitos entre novos e antigos empregados pressupõe a extensão da licença-prêmio e do anuênio (ATS), além da normatização dos pontos já conquistados no acordo coletivo de trabalho.
No Congresso Nacional, a luta é pela aprovação do projeto de lei 6.259/2005, de autoria do deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA) e do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que prevê isonomia entre todos os trabalhadores dos bancos públicos federais.
Concluídos os debates do Encontro Nacional de Isonomia, os empregados da Caixa pretendem reafirmar na campanha salarial deste ano que a reivindicação por isonomia nos bancos públicos federais deve acontecer de forma coletiva, a fim de eliminar os obstáculos que travam a sua efetiva conquista.
Na Caixa, as discriminações começaram a partir de 1998, época em que os bancos públicos federais estavam sendo preparados para a privatização pelo governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. De 2003 para cá, o movimento nacional dos empregados conseguiu, através de lutas e greves, avançar em alguns pontos como as Apips, o parcelamento do adiantamento de férias, o Saúde Caixa, o Novo Plano da Funcef e a unificação do Plano de Cargos e Salários (PCS). No entanto, ainda faltam conquistar o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como anuênio, e a licença-prêmio.
Mas, a exemplo do que acontece na Caixa, os trabalhadores dos demais bancos federais – Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Amazônia (Basa) –, além de outros órgãos federais, também sofrem discriminações provocadas pela falta de isonomia. Daí essa luta ter um caráter coletivo para todas as empresas estatais.
Fenae
