Entidades sindicais cobram do Santander abono das horas dos jogos do Brasil na Copa
O Santander atua mais uma vez contra os interesses dos bancários. Diferente das outras empresas do sistema financeiro, o banco espanhol comunicou que os seus empregados terão que compensar as horas não trabalhadas durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol 2022. O horário diferenciado de funcionamento das agências foi definido pela Federação Brasileiras de Bancos- Febrabran
Diante da decisão do Santander, o movimento sindical encaminhou um ofício nesta terça-feira (8/11), criticando a medida e reivindicando o abono das horas não trabalhadas durante os jogos do Brasil na Copa.
Confira a íntegra do documento:
São Paulo, 08 de Novembro de 2022.
Ao Banco Santander S.A.
A/C Fabiana Ribeiro – RH Sindicais
Referência: Jornada de trabalho durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo
2022
O banco Santander informou, em comunicado institucional, que as horas não
trabalhadas durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo 2022 deverão ser
compensadas pelos trabalhadores.
Salientamos que, até o momento, o Santander é o único banco que se manifesta no
sentido de compensar, o que, mais uma vez, o diferencia negativamente no sistema
financeiro.
É de conhecimento público que a cultura do futebol no Brasil é forte, de modo que,
durante os jogos, há uma redução considerável no comércio e até no fluxo de pessoas
nas ruas, não sendo produtivo permanecer trabalhando neste período.
Além do mais, a Copa do Mundo é um megaevento, com impacto global, que não está
no controle e/ou governança dos trabalhadores permanecer ou não com suas
atividades laborais. Portanto, compensar as horas trabalhadas, nestas situações, é
uma imposição descabida e desrespeitosa com a cultura do país, justamente em um
período crítico de polaridade. Ou seja, momentos de confraternização e convivência
coletiva e pacífica devem ser estimulados por todos, inclusive pelo banco.
A decisão de compensar as horas trabalhadas é rechaçada pelos trabalhadores, que
demonstram grande insatisfação com o fato. Ao manter esta decisão, o banco perde
uma grande oportunidade de dialogar com os interesses dos trabalhadores e de
estimular um ambiente mais integrativo e salutar no espaço de trabalho.
Reivindicamos que o banco se abstenha de exigir a compensação dessas horas,
devendo ser abonadas. De modo que assistir aos jogos seja um momento de lazer, e
não de preocupação sobre como conciliar agenda pessoal com compensação de
horas.
Atenciosamente,
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO, OSASCO E REGIÃO - CUT
CONTRAF-CUT
FETEC/CUT-SP
DEMAIS FEDERAÇÕES CUTISTAS
FEEB SP/MS
FEEB BA/SE
AFUBESP
