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Entrevista: Lucas Galindo, diretor de Juventude da FEEB/BA-SE

No próximo dia 3 de agosto acontece, em Salvador, o 2º Encontro da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe. Podem participar do evento bancários com idade até 35 anos, conforme o critério estabelecido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). Sobre o assunto, entrevistamos Lucas Galindo, da Diretoria de Juventude da FEEB/BA-SE.
 
 
Qual a alternativa observada pelo movimento sindical para que se crie mais envolvimento com os bancários jovens?
No último congresso, em novembro de 2011, foi criada a Diretoria de Juventude, a qual passei a ocupar. É uma sinalização de que o movimento sindical precisa, acima de tudo, se renovar. Quando a gente fala a palavra renovação, muitas vezes assusta as pessoas mais antigas que têm toda uma história no movimento sindical. Mas não temos esse objetivo de apagar tudo o que foi conquistado e querer começar do zero.
 
Entendemos que para preservar as conquistas históricas subtende-se que, no dia-a-dia, precisamos ampliar essas conquistas. Mantê-las e fazer com que novas gerações se sintam partícipes nesse processo. Espero que outras federações e sindicatos estejam atentos a essa situação para que os jovens tenham, de fato, participação efetiva. Não é simplesmente dizer que quer atender a juventude, mas não dá espaço para que ela possa ser protagonista.
 
Nos sindicatos, que pelo menos se debata, a construção da Diretoria de Juventude, eventos específicos para os jovens bancários e bancárias porque hoje, de fato, é a parcela que tem ocupado a maior parte dos espaços dos novos cargos nos bancos. A gente não pode virar as costas e achar que o segmento por faixa etária é uma coisa menos importante. É fundamental para que consigamos criar uma perspectiva mais avançada para o movimento sindical em termos de maior participação dos membros da categoria.
 
Quais os avanços desde que foi criada a diretoria de juventude?
É um trabalho de formiguinha. Estamos fazendo um esforço, inclusive prioritário, de convencimento das lideranças sindicais sobre o quanto é importante esse trabalho de juventude não só no discurso, mas na prática efetiva. Temos conseguido resultados nesse sentido: a participação de jovens na greve, nas mobilizações e principalmente através das mídias sociais, que são uma forma que os jovens têm se comunicado. A participação tem crescido. O movimento que passa de fato por essa crise de representatividade ele consegue mostrar resultado nesse sentido. 
 
Quando o jovem tem uma responsabilidade dentro do movimento, ele se sente mais útil dentro dessa lógica e assim faz o trabalho de convencer os colegas que normalmente têm a mesma faixa etária. Não temos resultados pragmaticamente falando, em termos concretos, mas podemos perceber de forma muito notável que a participação do jovem bancário da Bahia e Sergipe tem crescido consideravelmente e com certeza vai descambar em outros sindicatos. Isso vai ser mais comum.
 
E com relação a esse segundo encontro?
Os critérios para a participação são definidos com base na OIT, que é de jovens com até 35 anos de idade. Os jovens também estão sendo provocados a sugerir o formato desse segundo encontro: quais pautas, o tipo de atividade recreativa. Na medida em que as pessoas se sentem estimuladas a darem sua opinião isso já faz com que haja um comprometimento maior de envolver outras pessoas. Esperamos que seja um encontro vitorioso e participativo como foi o do ano passado. 
 
Foto: Manoel Porto
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