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Ex-funcionários do Banese fazem protesto

Um grupo de ex-funcionários do Banese, demitidos entre 1992 e 1996, realizou um protesto em frente ao Palácio dos Despachos, ontem (30) pela manhã. Eles pretendem ser reintegrados ao banco. A secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários e baneseana, Ivânia Pereira, disse que cerca de 800 pessoas estão nessa situação. A ideia dos manifestantes é montar acampamento no local, a partir da próxima semana, até serem recebidos pelo governador Marcelo Déda.

Ivânia contou que há cerca de dois meses, foi elaborado um dossiê contendo a relação de todos os trabalhadores demitidos e os que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), como também o relato do que aconteceu na época. Cópias foram entregues aos deputados estaduais. "Cada um se comprometeu em apoiar nossa causa, mas até agora não existe nada de concreto", lamentou Ivânia.

Os ex-baneseanos se baseiam em um projeto de autoria dos deputados federais Chico Lopes (PCdoB/CE) e Daniel Almeida (PCdoB/BA), em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê a reintegração de bancários do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste, a exemplo do que ocorreu com demitidos da Petrobras e Petromisa. "Lula anistiou os demitidos e fez a reintegração à Petrobras. Gostaríamos que Déda seguisse o mesmo exemplo", opinou Ivânia.

Desprovidos de um deputado para fazer um projeto de lei para reintegração, os bancários sergipanos coletaram mais de 17 mil assinaturas para fazer um projeto de iniciativa popular, que foi apresentado no plenário da Assembleia Legislativa, no dia 19 de novembro do ano passado, pelo deputado Pastor Mardoqueu Bodano.

O Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE) está apoiando o movimento porque entende que ele é justo. "A ideia é de reparação. Se não for no Banese, que seja em qualquer outro órgão do governo", sugeriu José Souza, presidente do sindicato. O movimento em busca de retorno ao banco chega a reunir cerca de 200 pessoas às quartas-feiras.

Ivânia lembrou que a maioria dos ex-baneseanos que foram demitidos ou aderiram ao PDV atualmente não está trabalhando. "Eles foram submetidos a um assédio moral e, após a demissão, o banco achou pouco e divulgou inverdades na imprensa. Os baneseanos não tinham motivos para serem demitidos. A demissão foi a saída mais fácil encontrada na época por gestores incompetentes", argumentou a sindicalista.
 
SEEB-SE

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