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Explosões em terminais aumentam na Bahia

Usar explosivos para arrombar caixas eletrônicos está na moda. Na Bahia, já são 25 casos registrados até ontem. O número representa aumento de 67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 15 ataques do tipo.

  No Brasil, os dados são ainda mais assustadores. Somente na primeira semana de setembro, pelos menos 15 terminais foram explodidos, três no interior da Bahia, área onde as quadrilhas atuam com mais facilidade. Apesar de muito utilizada, a modalidade não é a mais eficiente devido à grande quantidade de cédulas destruídas. Os especialistas explicam que as quadrilhas utilizam esse tipo de ação por causa da velocidade e da facilidade em conseguir os explosivos.

  Em geral, os explosivos são comprados por empresas que precisam demolir estruturas, a exemplo de construtoras. O problema é que fazer o controle do que realmente foi utilizado é complicado. Com isso, parte do material é desviada. No primeiro semestre, mais de 700 kg de explosivos foram desviados no país.

 A estimativa é de que desde 2009, ano em que foram registrados os primeiros ataques com explosivos, mais de 2.500 caixas foram pelos ares no Brasil. Preocupados apenas com o dinheiro, os bancos instalaram dispositivos que mancham as cédulas nos ataques.

  A iniciativa reforça a tese de que as empresas só se preocupam com o dinheiro perdido. Enquanto isso, bancários e clientes sofrem com outro tipo de ocorrência bem comum no país: os assaltos. No primeiro semestre foram 377 ocorrências deste tipo no Brasil.

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