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Febraban contesta declarações do CEO do Nubank e aponta juros e inadimplência elevados

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contestou declarações recentes de David Vélez, CEO do Nubank, e apresentou questionamentos sobre a atuação da fintech. Segundo a entidade, o banco digital pratica taxas de juros superiores às dos grandes bancos, registra patamares mais altos de inadimplência e tem forte impacto no endividamento de seus clientes. A federação também pediu esclarecimentos sobre dados divulgados pelo executivo.

De acordo com a Febraban, a carteira de crédito para pessoa física do Nubank estaria concentrada nas linhas mais caras do mercado, com predominância de cartão de crédito e empréstimo pessoal não consignado, sem presença relevante em modalidades como financiamento imobiliário, de veículos e crédito ao agronegócio. A entidade afirma que as taxas de juros cobradas pela fintech seriam, em média, o dobro das praticadas pelos grandes bancos, enquanto os índices de inadimplência ficariam entre três e sete vezes acima dos concorrentes tradicionais.

No campo tributário, a federação rejeita a ideia de que o Nubank lidere o pagamento de impostos no setor. Pelos cálculos apresentados pela entidade, a fintech recolheria menos tributos do que os grandes bancos e exibiria a menor proporção de impostos devidos em relação ao lucro quando comparada a quatro bancos de varejo. A nota também levanta questionamentos sobre a estrutura societária e a alocação de resultados, mencionando a sede fiscal do grupo nas Ilhas Cayman.

A reação da Febraban ocorre após manifestações públicas do executivo do Nubank sobre desempenho, concorrência e contribuição fiscal. A federação sustenta que as afirmações carecem de contextualização e de dados adicionais.

Procurado, o Nubank informou que não responderia aos novos pontos levantados pela federação e que já divulgou previamente sua posição e seus números.

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