Federação e SEEB-BA discutem situação dos funcionários da Caixa e BB
A situação dos funcionários
do Banco do Brasil, que não contrata novos trabalhadores para o Call
Center, e da Caixa, que recentemente anunciou a reestruturação a Gifus
(Gerências de Administração de Fundos e Seguros Sociais), foi tema de
reunião entre representantes do Sindicato da Bahia e da Federação dos
Bancários da Bahia e Sergipe com a secretaria da Casa Civil, Eva
Chiavon. O deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB) intermediou o
encontro, que aconteceu na sexta-feira (19/03).
Os trabalhadores informaram que o BB, desde 2006, pretendia contratar
entre 3 e 4 mil funcionários diretos na Bahia e hoje o quadro se resume a
apenas 147 efetivos e 800 terceirizados.
Até o momento, o banco não apresentou uma proposta para concretizar o
compromisso assumido. Pelo contrário, pretende transferir o Call Center
para o prédio do Comércio e não toma iniciativa há 3 meses. Outra medida
tem tirado o sono dos empregados. A empresa transferiu 50% dos
equipamentos para o Sul do país, abrindo oportunidades para os
trabalhadores serem transferidos para São Paulo.
Para atuar no estado, o banco assumiu compromissos com o Estado e
Município, e ganhou incentivos fiscais. No entanto, agora num total
desrespeito com o estado e também com os funcionários tanta esvaziar a
presença do Call Center no Estado.
Entre os incentivos fiscais estão IPTU, Taxa de Licença para Execução de
obras de Urbanização de Áreas Particulares. O BB também tem isenção da
taxa de Licença de Localização, Taxa de Fiscalização e Funcionamento e
da taxa de lixo. Ainda faz parte da política de incentivos fiscais, a
redução da taxa de Impostos sobre Serviços de 5% para 2%.
O BB também tenta transferir com a justificativa de reestruturação, os
setores da CSL (Centro de Suporte e Logística) e do CSO (Centro de
Suporte Operacional) para outras regiões do país para reduzir os setores
estratégicos na Bahia. Não se sabe a motivação política que leva o
banco a tomar as desastrosas medidas.
A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, demonstrou preocupação com a
situação e prometeu levar o assunto para o governador Jaques Wagner no
sentido de buscar soluções para a questão.
Reestruturação
da Caixa
A reestruturação da Caixa e o fechamento da Gifus também foi tema de
debate. No entendimento dos dirigentes sindicais, o ocorrido é apenas o
início de um processo de reestruturação das filiais da empresa que
afetará outros setores, gerando medo de demissão entre os empregados.
A intenção é sensibilizar o governo do estado com situação dos
funcionários e alertar para a perda de postos de trabalho qualificados.
Atuam hoje na Gifus cerca de 50 empregados.
Os dirigentes revelaram indignação, principalmente porque o assunto não
foi amplamente debatido com a categoria e querem transparência na
questão.
Participaram da reunião o presidente do SBBA, Euclides Fagundes, os
diretores Olivan Faustino (BB), e Augusto Vasconcelos (Caixa) e o
presidente da Federação, Emanoel Souza.
