Logo

Funcef apresenta superávit no primeiro semestre de 2023

A Funcef apresentou o balanço do primeiro semestre de 2023, com rentabilidade consolidada de 5,34%, o que é superior à meta atuarial de 4,97%. O resultado dos investimentos foi de R$ 5,04 bilhões, com alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Superaram a meta atuarial os investimentos em renda fixa (6,55%), operações com participantes (6,77%) e outros investimentos (5,34%).

Já a Renda variável (1,63%), investimentos estruturados (-2,84%) e investimentos imobiliários (4,00%) não performaram bem no semestre. O presidente da Funcef, Ricardo Pontes, informou que o resultado negativo dos investimentos estruturados corresponde a 1% do total da carteira de investimentos, reduzindo o impacto nos investimentos.

Novo Plano e REB

Novo Plano e REB consolidados superaram a meta e alcançaram 7,05% e 6,81%, nesta ordem. Novo Plano CD (cota dos ativos) alcançou rentabilidade de 7,11% e Novo Plano BD (cota dos assistidos), 6,54%. O resultado superavitário dos planos foi puxado pelos investimentos em renda fixa, que alcançou 7,18% no Novo Plano CD e 6,49% no Novo Plano BD. Operações com participantes rendeu 16,15% no BD (destaque para recuperação de contratos inadimplentes) e Investimentos imobiliários obteve 12,13% no CD.

O REB CD (cota dos ativos) alcançou rentabilidade de 6,99% no acumulado do primeiro semestre. REB BD (cota dos assistidos) registrou 6,15% - as duas cotas superando a meta de 4,97%. Investimentos em renda fixa e operações com o participante foram os responsáveis pela boa performance do plano nas duas modalidades.

Reg/Replan Saldado e Não Saldado

Reg/Replan Saldado e Não Saldado fecharam o semestre abaixo da meta atuarial, com 4,42% e 4,83%, respectivamente. Pontes justificou o baixo desempenho em razão da relevante alocação em Vale -a mineradora teve um resultado negativo de 27,75% no semestre. No entanto, na estimativa da Fundação, há expectativa de recuperação em razão do impulso recente do minério de ferro.

A rentabilidade do Reg/Replan Saldado fechou em 4,42%%, com déficit de R$ 1,24 bilhão no período. Deste valor, R$ 764.375 milhões são do resultado dos investimentos abaixo da meta; R$ 348.166 são referentes ao spread para cobrir o déficit apurado em dezembro de 2022, de R$ 6,3 bilhões. O déficit acumulado do plano é de R$ 7,5 bi. É importante destacar o preocupante valor do contencioso, de R$ 138.583 milhões, que contribuíram para o resultado negativo de R$ 1,4 bi.

Já a rentabilidade do Reg/Replan Não Saldado foi de 4,83% e déficit acumulado de R$ 29 milhões. É importante lembrar que o plano fechou o ano de 2022 com superávit de R$ 434.271 milhões. Este resultado, portanto, foi incrementado pela alteração no regulamento do plano para implementar a CGPAR 25. Essa mudança causou prejuízos financeiros aos participantes, já que desvinculou o reajuste do benefício dos aposentados ao aumento real dos empregados da ativa. No acumulado, o déficit do Reg/Replan Não Saldado é de R$ 463.275 milhões.

O equilíbrio técnico ajustado é de déficit nas duas modalidades do Reg/Replan - R$ 3,6 bi no Saldado e R$ 26 milhões no Não Saldado. Os limites estabelecidos pela Resolução 30 para fins de equacionamento são déficit de R$ 5.2 bilhões no Saldado e de R$ 527,9 milhões no Não Saldado.

Template Design © Joomla Templates | GavickPro. All rights reserved.