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Governo volta a discutir capitalização da Previdência

Aproveitando que os trabalhadores estão lutando pela sobrevivência devido a pandemia causada pelo coronavírus – Covid-19, o governo Bolsonaro voltou a discutir a implantação da capitalização na Previdência Social. A proposta seria a mesma rechaçada pelos trabalhadores durante a tramitação da reforma da previdência no ano passado.

Pelo modelo defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o valor da aposentadoria é construído por meio de depósitos obrigatórios pelo trabalhador, sem nenhuma contrapartida patronal. Hoje o sistema de aposentadoria do Brasil é financiado por contribuições do governo, trabalhadores e empregadores. Além disso, é de repartição solidária, ou seja, os trabalhadores da ativa contribuem para financiar os atuais aposentados, o que permite que o sistema funcione de forma mais sustentável.

A capitalização é muito ruim para os trabalhadores que acabam recebendo um valor muito baixo de aposentadoria B na velhice. Do outro lado, ela é muito lucrativa para os bancos que recebem os depósitos por décadas e ganham muito investindo este dinheiro.

Segundo estudo publicado no ano passado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), a capitalização falhou em 60% dos países que o adotaram. O modelo, além de não equilibrar as contas públicas, aumentou os custos fiscais e administrativos, abaixou os valores das aposentadorias, aumentou a desigualdade, além de diminuir o número de pessoas cobertas pela Previdência, contrariando todo o discurso do Governo Bolsonaro.

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