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Greve dos bancários cresce em toda a Bahia

Os bancários entraram no sexto dia de greve em todos os 27 estados brasileiros e no Distrito Federal. Na base territorial da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe o número de agências paradas até ontem chegou a 619, o que representa quase 11% do quadro nacional, mostrando a força dos bancários dos dois estados. Em Vitória da Conquista e Região a paralisação também atinge a quase toda a base. O quadro mostra um total de 30 agências paradas e os bancários buscando reforçar a mobilização.

Em diversos estados os bancos tentaram utilizar de recursos jurídicos ou administrativos para tentar impedir a ampliação do movimento, mas não conseguiu êxito. Os pedidos de interditos proibitórios estão sendo negados pela justiça por todo o Brasil, a utilização de violência em Brasília e outras cidades por administrações de agências também não funcionou e a pressão e o assédio moral exercida por gestores tem sido denunciadas pelos 134 sindicatos de bancários ligados ao Comando Nacional dos Bancários.

Veja abaixo as principais reivindicações dos bancários e a proposta rebaixada dos bancos:

- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%.

- Bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário e a 4% do lucro líquido (o que ocorrer primeiro) mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquido, com limite de R$ 13.862 mais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar a PLR a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.

- Valorização dos pisos salariais.

- Preservação dos empregos e mais contratações. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.

- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.

- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.

- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.

- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.

- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínio dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.

Enquanto os banqueiros não demonstrarem na mesa de negociação uma pré-disposição para negociar um acordo justo, a tendência é que a greve seja ampliada em todo o território nacional.


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