Greve dos bancários força Fenaban voltar à mesa de negociação
Após 16 dias de greve, os bancários forçaram a Fenaban a chamar o Comando Nacional dos Bancários para uma nova rodada de negociação, que acontecerá nesta sexta-feira (04), às 15h, em São Paulo. A expectativa dos trabalhadores é que os bancos apresentem uma nova proposta que contemple as reivindicações de aumento real, valorização do piso, PLR melhor, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades.
Após a reunião para avaliar as duas primeiras semanas de greve, realizada em São Paulo nesta quinta-feira, o Comando Nacional decidiu permanecer na capital paulista e enviou ofício à Fenaban colocando-se "à disposição para retomar as negociações para a apresentação de uma proposta decente dos bancos, que atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários".
A única proposta apresentada pelos bancos até agora foi no dia 5 de setembro, estabelecendo reajuste de apenas 6,1%, que apenas repõe a inflação do período pelo INPC e ignora as demais reivindicações econômicas e sociais. A proposta foi rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país no dia 12.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
