Greve segue forte na Bahia e 559 agências fecham
Em todos os bairros da capital baiana é possível observar bancários nos comitês de esclarecimento, prestando orientação à população. Na avenida Sete de Setembro e no Comércio, por exemplo, todas as agências estão fechadas. Apenas os terminais eletrônicos estão abertos.
O mesmo acontece em outras regiões, como Pituba, Barra, Ondina, Campo Grande, Graça, Canela, Garcia, Itaigara, Cabula, Iguatemi e avenida Tancredo Neves, onde a maioria das agências estão sem atendimento ao público. Sem indicação de negociação, o movimento tende a ganhar ainda mais força. Em toda a Bahia já são 559 unidades sem funcionamento.
Depois de nove rodadas de negociação sem apresentar uma proposta, a Federação Nacional dos Bancos, ofereceu um reajuste salarial de 6%, que corresponde a aumento real de 0,58%. As demais reivindicações foram negadas. Diante do quadro, os trabalhadores não tiveram alternativa a não ser recorrer à greve por tempo indeterminado.
A categoria quer reajuste salarial de 10,25%, PLR maior, piso no valor definido pelo Dieese (R$ 2.416,38), o fim das terceirizações, do assédio moral e das metas, igualdade de oportunidades, segurança nas agências, entre outras demandas.
SEEB-BA
