Insegurança assusta bancários de Barra da Estiva
Funcionários das agências dos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal de Barra da Estiva (180 km de Vitória da Conquista), assaltados na segunda (12/8) por doze homens fortemente armados, relataram momentos de terror durante a ação, ocorrida ao mesmo tempo nas duas agências.
A ação, iniciada por volta das 10h55min da segunda-feira (12), teve ares de filme de terror, com muitos disparos e ameaças aos bancários e clientes. "Se morrer, já tem uma funerária aqui ao lado", teria gritado um dos assaltantes.
Durante a abordagem iniciada na agência da Caixa os bandidos encontraram certa dificuldade na entrada em função da porta giratória. "Isso os deixou irritados. Dentro da agência, um dos cofres também apresentou demora na abertura e o gerente passou por momentos muitos difíceis", explica um cliente que prefere não ser identificado.
O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região esteve na cidade, conversou com os bancários das duas agências e acionou as Superintendências Regionais de cada banco. No próximo dia 29 de agosto, às 9h30, uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia vai tratar da onda de ataques a bancos no estado. O Secretário de Segurança Pública do Estado também foi acionado para que receba os representantes dos Sindicatos na mesma data.
Banco do Brasil
O clima pós-assalto no Banco do Brasil estava pior. Na chegada dos diretores do Sindicato à unidade, a primeira surpresa foi a ausência do gerente no local. "Quando questionamos, fomos informados de que o gestor estaria em uma reunião de rede no município de Brumado. O psicólogo só chegou a Barra da Estiva no dia posterior ao assalto. Imaginamos que muitos colegas sequer dormiram", lamenta o Diretor do Sindicato, Wilton Novais.
A agência do Banco do Brasil de Barra da Estiva já foi alvo de quatro assaltos desde que foi inaugurada. Para alguns funcionários, as cenas traumáticas foram revividas.
De forma unânime, eles afirmam que falta segurança preventiva e esforços da segurança pública. "Falta qualificação da polícia e segurança preventiva. Nos meus dois primeiros assaltos sequer tive acompanhamento psicológico", relata um dos funcionários.
A solidariedade também se faz presente nesses momentos. Um dos funcionários do BB havia perdido um ente familiar e, mesmo durante a folga, preferiu retornar à agência para auxiliar na reconstrução do espaço.
Caixa
Na agência da Caixa, o clima só aparenta normalidade. Diversas marcas de tiro ainda podem ser observadas nas paredes e uma das portas do prédio foi completamente danificada. Nas horas seguintes ao assalto, os funcionários tiveram que permanecer na unidade. Durante toda a terça-feira (13), também permaneceram no local do crime.
Uma psicóloga chegou à agência logo após o assalto e realizou atendimentos individuais. A partir de agora, os empregados da Caixa terão direito a tratamento médico e acompanhamento psicológico para tratar de possíveis sequelas decorrentes do trauma.
A agência da Caixa já retomou o funcionamento. A unidade completou, em 23 de abril último, 12 meses de funcionamento na cidade.
Seeb Vitória da Conquista e Região.
