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Itaú demite, adoece e deixa agência sem condições de funcionamento

Se já não bastasse a tensão inerente ao trabalho bancário, os funcionários do Itaú ainda sofrem com a política de demissão e precarização do trabalho implementada pelo banco.

Mesmo sendo o maior banco privado do país, que teve um lucro de R$ 21,067 bilhões nos nove primeiros meses de 2019, um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2018 e de 1,7% no trimestre, o banco Itaú, na sanha de aumentar os seus lucros, vem adoecendo de maneira assustadora os seus funcionários, com a pressão para o cumprimento de metas e, sobretudo, com a falta de funcionários cujo número diminui a cada dia com as frequentes demissões, culminando na sobrecarga de trabalho e o consequente adoecimento dos trabalhadores.

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Esse fato é visível em todas as agências do Itaú na cidade. Mas a agência Maria Quitéria, em Feira de Santana, vem ganhando destaque pelos frequentes afastamentos dos trabalhadores. Em pouquíssimo tempo, três dos nove funcionários adoeceram devido à sobrecarga de trabalho e precisaram se afastar das atividades. Com isso o banco está tendo dificuldades para abrir a aquela agência, pois precisa ter trabalhadores emprestados das outras agências que devido também ao número reduzido, ficam com dificuldades para atender a população e para cumprir as metas estabelecidas, podendo ser enquadrados por “performance” e demitido por uma situação criada pelo próprio banco. É aquela história de “desvestir um santo pra vestir outro”.

“Como pode um banco que obtêm lucros altíssimos oriundos do suor dos seus empregados, trata-los de maneira tão desumana? Por que não utiliza uma pequena parte desse lucro para contratar mais pessoas?” Desabafou inconformado, Marcos Campelo, diretor do sindicato e funcionário do Itaú.

O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana está tentando agendar uma reunião com a direção do banco para debater e buscar soluções. Ao mesmo tempo está encaminhando correspondências para os órgãos competentes (GRTE, Procon e MPT) denunciando este absurdo e cobrando fiscalização.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Feira.

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