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Itaú demite funcionários mais velhos

Depois de forçar a demissão de bancários adoecidos e mais velhos no último Plano de Desligamento Voluntário (PDV), em 2022, o Itaú está concentrado agora na tarefa de demitir trabalhadores acima de 40 anos.

A estratégia está atingindo principalmente gerentes-gerais e bancários em outras funções, com 15 a 20 anos de contrato e mais de 40 anos, que possuem salários maiores. Segundo denúncias que chegam aos sindicatos, empregados enquadrados nessa faixa etária e tempo de banco, mas que possuem nota "acima do esperado" em agências de grande porte (platinum e diamante) estão sendo transferidos para unidades menores (ouro e bronze) e com poucos funcionários, onde é mais difícil atingir resultados.

Após o mesmo resultado não ser alcançado nas agências menores e a nota do empregado, consequentemente, cair, o banco demite o bancário.

Nos ciclos de avaliação, os bancários são classificados por um comitê nos quadrantes “acima do esperado”, “dentro do esperado”, “abaixo do esperado” e “preparar saída”. Na lista de demissões, há ainda os critérios “acompanha a transformação do banco” e “não acompanha a transformação do banco”.

Essa avaliação é absurda, pois estes bancários suaram a camisa para fazer carreira no Itaú, trabalhando arduamente e muitas vezes adoecidos, para cumprir metas e garantir o lucro do banco. Agora são dispensados apenas para que o banco economize com salários. Essa é só mais uma prova de desumanidade da direção do Itaú.

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