Itaú fecha trimestre com lucro de R$ 6,05 bilhões
O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira (03/5) que seu lucro recorrente ao primeiro trimestre de 2017 somou R$ 6,176 bilhões, alta de 6,2% sobre o trimestre anterior e de 19,6% ano a ano. O lucro líquido foi de R$ 6,05 bilhões, aumento de 9,2% e de 16,7% nas comparações sequencial e anual, respectivamente.
Uma questão que ainda deixa os bancários com dúvida é: como é que um banco que tem lucro bilionário continua com as demissões em massa e com pouca importância para os funcionários que permanecem nas agências?! Essa conta não fecha e quem está pagando o pato de tamanha ganância são os bancários e bancárias, que são obrigados a se desdobrar para atingir metas cada vez mais altas para elevar os ganhos da instituição bancária.
De janeiro a março o maior banco privado do país, teve queda sequencial de 17,9% na provisão para perdas com inadimplência, líquido de recuperação, a R$ 4,99 bilhões. Essa variação teve benefício de um recuo de R$ 810 milhões no impairment, baixa contábil de ativos financeiros. Neste período, o Itaú Unibanco passou a incluir o impairment na linha de provisões para perdas com descumprimento, em vez de na margem financeira com clientes e adicionou a este serviço descontos oriundos de renegociação de crédito.
A queda em despesas para calotes refletiu o controle da qualidade da carteira. No fim de março, o saldo de empréstimos do banco incluindo avais e fianças, era de R$ 550,3 bilhões, queda de 2,1% em três meses e de 8,4% ano a ano.
Ao provisionar menos para calotes, o banco mais que compensou a queda de 7,8% na margem financeira com clientes, que mede as receitas com operações de crédito e que somaram R$ 17,1 bilhões e alta anual de apenas 0,8%. Com essa combinação, o conglomerado fechou o trimestre com retorno recorrente sobre o patrimônio líquido de 22%, alta de 1,3 ponto sobre o trimestre anterior e de 2,4 pontos percentuais sobre um ano antes.
