Itaú lucra R$ 12,2 bi no 1º trimestre, mas segue demitindo e fechando agências
O Itaú informou na noite desta terça-feira (5/5), que obteve o lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, o ROE, chegou a 26,4%, alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses.

A carteira total de crédito do Itaú cresceu 7,2% em doze meses, embora tenha apresentado leve retração de 0,5% no trimestre, totalizando R$ 1,483 trilhão. No segmento de pessoas físicas, a carteira atingiu R$ 479,5 bilhões.
De acordo com o relatório financeiro, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento de 4,5% da margem financeira com clientes, resultado do maior volume de crédito e da ampliação da participação de produtos mais rentáveis, com destaque para crédito imobiliário, consignado privado e linhas voltadas a pequenas e médias empresas.
Ainda segundo o banco, as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a aproximadamente R$ 12,5 bilhões, crescimento de 4,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
As despesas de pessoal — incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) — somaram R$ 8,6 bilhões, alta de 8,1%. Ainda assim, apenas as receitas de tarifas foram suficientes para cobrir 144,9% dessas despesas, reforçando o peso das cobranças bancárias na sustentação dos lucros
Apesar dos excelentes resultados, o Itaú segue com a política de fechar agências e postos de trabalho. Ao final de março de 2026, o banco possuía 81.659 empregados no Brasil, após o eliminar 4.620 empregos em 12 meses, sendo 1.034 vagas apenas no 1º trimestre. No mesmo período, foram encerradas 360 agências físicas no país.
Em contrapartida, o número de clientes continuou crescendo, com aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.
O resultado desta equação é bem simples: agências lotadas e sobrecarga de trabalho para os bancários que continuam no banco. O aumento do adoecimento dos funcionários é consequência direta desta política do Itaú.

