A
terceirização é um dos principais problemas do mercado de trabalho. A
prática trava a geração de emprego, reduz os salários e aumenta a
jornada diária. O trabalhador terceirizado também não tem representação
sindical, o que impede a luta por melhorias.
Tem
mais, enquanto um empregado contratado diretamente passa, em média, 5,8
anos na mesma empresa, o terceirizado fica apenas 2,6 anos. A jornada
de trabalho é outro problema. No setor bancário, por exemplo, a jornada é
de 6 horas diárias. Mas, um terceirizado chega a trabalhar mais de 8
horas por dia. O salário também não compensa. É, em média, 27% menor.
O
alerta foi dado pelo diretor da Federação da Bahia e Sergipe, José
Antônio dos Santos, durante o Congresso do Sindicato. O bancário chamou a
atenção para os problemas futuros que os trabalhadores brasileiros
terão caso o projeto de lei n° 4330/04, do deputado federal Sandro
Mabel, passe pelo Congresso Nacional. O PL autoriza a terceirização nas
empresas públicas e privadas.