Juros do crédito pessoal e cartão de crédito seguem em alta
As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para as famílias e caíram para as empresas em novembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas pelo Banco Central (BC) no final de dezembro.
Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, o destaque do mês foram os avanços de 5,5% nos juros do crédito pessoal não consignado, que subiram para 106,6% ao ano, e de 3,2% na taxa do cartão de crédito parcelado, que ficou em 181,2% ao ano. Também houve aumento de 0,7% na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 440,5% ao ano.
Essa última modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo ─ em vigor desde janeiro do ano passado ─ os juros seguem variando, com redução de 5,4 % em 12 meses para as famílias. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.
Já para o crédito pessoal não consignado, que foi um dos destaques de aumento no mês, a alta dos juros em 12 meses chega a 7,3%. No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,9 % em novembro, acumulando alta de 6,2 % em 12 meses e chegando a 59,4% ao ano.
Empresas
No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram redução de 0,6 % no mês, e aumento de 2,8% em 12 meses, alcançando 24,5%.
Destaca-se, nesse cenário, a queda mensal de 0,7% nos juros de desconto de duplicatas e outros recebíveis, que ficou em 19,3% ao ano, e também a de 0,7 % na taxa das operações de capital de giro com prazo superior da 365 dias, que chegou a 21,8% ao ano.
