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Lucro do Santander cai e soma R$ 6,802 bi no primeiro semestre de 2026

O Santander Brasil anunciou nesta quarta-feira (29/7), que registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,0 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre. O lucro acumulado no primeiro semestre foi de R$ 6,802 bilhões, o que representando queda de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025.

lucro dos bancos santander bb275

O banco encerrou o segundo trimestre com carteira de crédito ampliada de R$ 715 bilhões, alta de 5,8% na comparação anual e de 1,3% em relação ao trimestre anterior, refletindo a continuidade da expansão das operações de crédito.

Já o retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) terminou o período em 12,5%, recuo de 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 3,4 pontos percentuais contra o trimestre anterior.

Nos dados divulgados pelo banco chamou a atenção a disparada da provisão para devedores duvidosos (PDD), que totalizou R$ 7,6 bilhões, salto de 20,6% no trimestre e de 11,5% no ano.

Menos empregados e agências, e mais clientes

As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 4,5% em relação ao 1º semestre de 2025, totalizando R$ 10,949 bilhões.

As despesas de pessoal mais PLR, por sua vez, caíram 2,5% no período, somando R$ 6,122 bilhões. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco no primeiro semestre de 2026 foi de 186,8%.

A holding Santander encerrou junho de 2026 com 47.327 empregados, com fechamento de 6.591 postos de trabalho em doze meses, sendo 2.334 postos apenas nos primeiros seis meses do ano. O banco também diminuiu a estrutura física do banco, encerrando 178 agências e 179 PAB’s em 12 meses.

Ao mesmo tempo, a base de clientes aumentou 3,5 milhões em relação a junho de 2025, totalizando 72,3 milhões, segundo dados do Banco Central.

Os dados mostram que o Santander segue com a política de fechar agências e vagas de emprego para cortar custo, enquanto aumenta o número de clientes e o trabalho para os funcionários que ficam. O resultado é a sobrecarga, o assédio por metas e o adoecimento dos bancários.

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