Mesmo com lucro recorde, o Itaú Unibanco demite funcionários
O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (5/2) que obteve
o lucro líquido de $ 14,043 bilhões, o segundo maior lucro do setor bancário no
país em todos os tempos. Os ganhos de 2012 só não foram maiores que os obtidos
pelo próprio Itaú no ano passado.
Embora o lucro tenha sido menor do que o apurado em 2011,
ele teria sido muito maior se o banco não usasse outra vez a manobra contábil
de superdimensionar as provisões para devedores duvidosos (PDD), que apresentou
um crescimento de 20,66%, passando de R$ 19,9 bilhões em 2011 para R$ 24,025
bilhões em 2012.
Esta manobra vem sendo utilizada pelos bancos há alguma tempo para maquiar os ganhos, diminuindo assim a PLR- participação nos lucros e resultados paga aos funcionários, além de justificar a altas taxas de juros cobradas dos clientes.
Como se isso não bastasse, apesar do lucro bilionário, o
banco segue a política de demissões praticada em 2011. Em 2012, o Itaú fechou
7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro. Desde março de
2011, já são 13.699 postos a menos, quando eram 104.022 bancários.
Deste jeito, fica fácil continuar sendo o maior banco privado brasileiro, já que a empresa não investe na melhoria das condições de trabalho dos funcionários, do atendimento ao cliente, nem muito menos no desenvolvimento social do país.
