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MPT registra 34 denúncias de assédio eleitoral por dia em outubro

O voto é livre no Brasil e cada eleitor tem o direito de escolher o seu candidato. Ainda assim, muitas empresas insistem em tentar impor sua vontade aos seus empregados, o que é crime. Apenas nos primeiros 20 dias de outubro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 674 denúncias de assédio eleitoral, uma média de 34 casos por dia.

Os números mostram uma alta em relação às eleições anteriores. Em setembro, foram contabilizadas 552 denúncias, contra 68 no mesmo período de 2022, quando houveram as últimas eleições gerais. O resultado representa um crescimento de 713%.

No balanço de janeiro a outubro de 2026, foram registradas 1.492 denúncias. O estado com maior número de casos é São Paulo, com 252, seguido por Minas Gerais, com 165, Rio de Janeiro, com 129, e Paraná, com 119 denúncias.

Segundo o MPT, é considerado assédio eleitoral no trabalho a prática de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento associados a determinado pleito eleitoral, no intuito de influenciar ou manipular o voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho ou em situações relacionadas ao trabalho.

O trabalhador deve denunciar a prática do assédio eleitoral e garantir o seu direito de livre escolha.

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