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Negociação dos financiários não avança

Nada de avanços na negociação entre os representantes dos financiários e da Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na rodada de negociação desta quinta-feira (22/9), os patrões insistiram em uma proposta de acordo muito abaixo da esperada pela categoria.

Com data base em 1º de junho, os financiários entregaram a pauta de reivindicações aos patrões no dia 15 de junho. De lá para cá, apenas uma reunião foi realizada, no dia 31 de agosto, na qual a Fenacrefi apresentou uma proposta de 8% de reajuste nos itens econômicos, para o próximo período de um ano. A categoria exige um índice maior, próximo do INPC do período, entre junho de 2021 e maio de 2022, que é de 11,9%, bem como um acordo que englobe um período de dois anos.

Entretanto, a Fenacrefi ofereceu uma proposta de reajuste de 8,5% para salários e outros itens econômicos da Convenção; 9% para os vales alimentação e refeição e reajuste linear pelo INPC em 2023.

Os representantes da categoria recusaram a proposta na mesa e cobraram a retomada da negociação, com a apresentação de uma proposta mais condizente com os anseios dos trabalhadores.

A categoria quer a manutenção de todos os direitos previstos na atual Convenção Coletiva de Trabalho, avançar com a regulamentação do teletrabalho e melhorias nas questões de saúde, como aumento do prazo de extensão do plano aos demitidos e cláusulas específicas sobre tratamento da covid e suas sequelas. Os representantes dos financiários também pedem transparência nos dados das empresas, quantas são e qual o número de funcionários, para que as negociações possam ser mais representativas, para atender de fato às necessidades da categoria.

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