Negociação no Itaú-Unibanco avança pouco
A negociação desta quinta-feira (28), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco e a direção do banco deixou a desejar. Na pauta, temas relevantes frente ao processo de fusão atualmente em curso, como garantia de emprego, central de realocação, PCR (Participação Complementar nos Resultados) e equalização de direitos.
Quanto ao PCR, o Itaú Unibanco tentou desqualificar a mesa de negociação para tratar da questão. Inicialmente, alegou que as discussões estariam vinculadas às negociações atualmente em curso na Fenaban, sobre Participação nos Lucros e Resultados.
O movimento sindical forçou o debate com a justificativa de tratar-se de plano próprio de distribuição dos resultados. Deste modo, a direção da instituição concordou em estender o programa a todos os funcionários dos dois bancos, sem no entanto antecipar valores. Os representantes dos trabalhadores sugeriram, então, usar como referência os valores pagos em 2008. A proposta será retomada na próxima negociação. No que diz respeito ao Plano de Cargos e Salários (PCS), o banco se nega a debater.
Os representantes sindicais também cobraram garantias de preservação dos direitos dos bancários dos dois bancos, dentre as quais a manutenção do IAPP (Unibanco), instituto que subsidia benefícios, como a taxa do crédito imobiliário e do seguro de automóvel. O Itaú Unibanco garantiu que não estão previstas alterações nos benefícios atualmente praticados.
Quanto à criação de PDV (Plano de Demissão Voluntária) para aposentados, o banco apresentou sua proposta prevendo indenização de 0,3 salário por ano trabalhado, limitado a cinco salários; PLR em valor equivalente ao recebido em 2008; plano de saúde por dois anos, como se estivesse na ativa; auxílio-alimentação por 13 meses.
O plano é voltado a aposentados pelo INSS ou com tempo para adquirir aposentadoria, bancários com 50 anos de idade ou mais, e que trabalhem nos prédios administrativos - até o cargo de gerente. Na avaliação dos representantes sindicais, a proposta está aquém das expectativas. O tema sobre garantia de emprego não chegou a ser aprofundado. Próxima rodada está marcada para o dia 9 de junho, às 14h.
Fetec-SP
