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No primeiro trimestre, 40% dos acordos salarias perderam da inflação

A vida não está nada fácil para os assalariados no Brasil. De acordo com o Dieese, no primeiro trimestre do ano, 40% dos acordos salarias foram desfavoráveis para o trabalhador, com reajustes inferiores à variação do INPC-IBGE, indicador usado como referência no setor. Foram 31% equivalentes à inflação e 29% acima.

Os resultados foram um pouco melhores na indústria, setor em que os acordos acima do INPC representaram 33,7% do total. No comércio, mais da metade (53%) das negociações tiveram reajuste equivalente à inflação acumulada nos 12 meses anteriores. Nos serviços, predominam os acordos com perdas (44%).

A situação se mostrou ainda pior nos resultados isolados do mês de março, quando 52% dos acordos salariais ficaram abaixo da inflação. Apenas 14% das negociações tiveram ganho real. A variação média em março foi de -0,50%.

Para o Dieese, a alta inflacionária segue sendo um desafio para sindicatos, trabalhadores e campanhas salariais. Para categorias com data-base em janeiro, o reajuste necessário era de 10,16%. Subiu para 10,60% no mês seguinte, 10,80% em março e agora está em 11,73%. Em abril do ano passado, estava em 6,94%.

Os resultados do primeiro trimestre demonstram as dificuldades que outras categorias terão este ano para conseguir aumento real de salários. Os bancários, que têm data base em 1º de setembro, devem se preparar para fazer uma grande mobilização para arrancar um bom acordo dos bancos.

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