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Onda grevista chega a 100% das agências do Banese na capital e 77% no interior

 No Banco do Estado de Sergipe (Banese), a onda grevista se propagou hoje, dia 27, em mais três agências no interior sergipano (Frei Paulo, Nossa Senhora das Dores e Ribeirópolis). Com as novas adesões, subiu para 189 o número de agências e postos de atendimentos fechados em todo o estado.

No interior, a greve no Banese atingiu um total de 33 agências, o que representa 77% de adesão ao movimento. Dos 75 municípios, ao todo o banco estadual está instalado em 43 cidades. Na capital, a greve já atingiu 100% das 18 agências existentes e ainda em 12 postos de atendimento. Ontem, dia 26, os baneseanos e baneseanas das cidades de Areia Branca e Campo do Brito demostraram força e também cruzaram os braços.

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Rodada com Banese

Os dirigentes do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) e a direção do Banese se encontrarão na próxima segunda-feira, dia 30, para a quarta rodada de negociação específica. “A vitoriosa adesão da greve no Banese é mais uma demonstração de maturidade e de unidade dos funcionários. Estamos diante de uma campanha salarial que tem em sua minuta específica a manutenção das conquistas já acordadas e novas reivindicações como, isonomia do pagamento de moedas; gratificações para funções correlatas; reconhecimento e reembolso das certificações, dentre outros. Enquanto isso, a direção do Banese se comporta como se nada estivesse acontecendo”, destaca o presidente do SEEB/SE, José Souza.

Balanço Geral

Na capital, no nono dia, a greve se mantém. Todas as agências do setor privado estão fechadas. No interior, estão fechadas 97% das agências dos bancos federais (BB, Caixa e BNB), ou seja, das 71 agências desse setor 69 aderiram à greve.

O Estado de Sergipe tem 213 agências de nove bancos: 177 (agências e postos) são do setor público (BB, Caixa, BNB, Banese) e 36 do setor privado (Itaú/Unibanco, Mercantil do Brasil, Bradesco, HSBC e Santander).

José Souza reafirma que a greve dos bancários não é apenas por reajuste salarial, é mais ampla. “A categoria tem denunciado as exigências por metas que estão adoecendo os trabalhadores dos bancos, as longas filas e a ausência de seguranças nas agências. As reivindicações são justas e os banqueiros tiveram lucros estratosféricos. Os patrões estão em plena condição de atender os itens da campanha salarial de 2013/2014”, afirma José Souza.

Veja as principais reivindicações dos bancários:

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

SEEB-SE

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