Pouco avanço na primeira rodada de negociação dos financiários
A primeira rodada de negociação entre os financiários e a Fenacrefi aconteceu nesta quinta-feira (14), em São Paulo. Na oportunidade, os trabalhadores cobraram o retorno das principais reivindicações da categoria, mas só teve avanço a cláusula sobre o parcelamento de férias.

A Fenacrefi demonstrou o interesse de fechar uma proposta de índice antes dos bancários. Além disso, afirmou ter ficado perplexa com a pauta de reivindicações, pois não condizia com a conjuntura econômica de crise. A próxima rodada de negociação será no dia 2 de agosto, em São Paulo, na sede da entidade. Veja abaixo os pontos negociados:
Mesa de PLR - A mesa temática sobre PLR foi criada para ser reformulado o modelo atual da CCT. Em relação a proposta apresentada pelos financiários, que consiste no adiantamento de 60% do valor fixo da PLR + 54% do salário + adicional de PLR, a Fenacrefi informou que não será viável e sinalizou continuar com o mesmo modelo, reajustado pelo índice da Campanha.
Terceirização - Sobre a criação da mesa temática de terceirização, a Fenacrefi não concordou com a instalação da mesma e argumentaram que vai aguardar os resultados da aprovação do Projeto de Lei Complementar 30/2015 (originalmente, PL 4.330, aprovado na Câmara), em tramitação no Senado, que regulamenta a terceirização irrestrita, também para as atividades-fim.
Metas Abusivas - A resposta da Fenacrefi para a cláusula das metas abusivas foi a de que é difícil regular metas e que ‘abusivas’ não existem. Para os representantes dos trabalhadores esta resposta demonstra um contrassenso, uma vez que eles alegam queda de produção e as metas só aumentam.
Demais cláusulas específicas - Outras reivindicações dos financiários que foram ignoradas, foram sobre as cláusulas 87 e 92 da minuta, que se referem a garantia de retorno ao trabalho e garantia de salário do empregado com benefício indeferido ou alta médica da previdência.
Abono Assiduidade - Outra reinvindicação prioritária dos trabalhadores que foi negada nesta primeira rodada de negociação se refere ao abono assiduidade. A Fenacrefi ressaltou que assiduidade é uma obrigação do trabalhador e não concorda em premiar assiduidade.
Parcelamento de Férias - A única cláusula que teve um retorno positivo foi sobre o parcelamento de férias. As financeiras ficaram de analisar a proposta com menos tempo de parcelamento e dar um retorno aos financiários durante a Campanha Nacional de 2016.
Principais reivindicações dos financiários - Entre as reivindicações da Campanha Nacional 2016 estão: reajuste de 15,31%, composto pela reposição da inflação mais 5% aumento real, Piso Escritório R$ 3.777,93 (valor igual ao salário mínimo indicado pelo Dieese em maio de 2016) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, entre outros pontos.
Outros itens prioritários da pauta de reivindicações dos financiários estão relacionados à saúde e condições de trabalho, como o assédio moral e metas abusivas.
Com informações da Contraf
