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Prédio da Tesouraria do BB em Aracaju é considerado inadequado

O Banco do Brasil construiu um prédio para ser a nova Tesouraria Central do Banco do Brasil, local que centraliza boa parte do dinheiro que circula em Sergipe. Não se sabe quanto o projeto custou aos cofres do banco, o que se sabe é que o dinheiro foi desperdiçado, já que terá que construir um novo prédio. A construção, que durou quase dez anos, foi concluída em setembro de 2007. Portanto, há quase três anos, mas continua sem funcionar até hoje. O motivo é que, depois de pronto, ele foi considerado inadequado para funcionar a tesouraria do BB.

Além de estar numa área residencial, na Rua Zaqueu Brandão, ao lado da agência BB São José, o prédio só tem uma entrada. O que significa dizer que o grande número de carros fortes que circulariam por lá, teriam que entrar e sair pelo mesmo lugar. Houve vários erros no projeto. O maior deles coube à engenharia do banco. Mas faltou também uma posição mais preventiva da Emurb. Afinal é essa empresa que aprova os projetos de construções em Aracaju.

“Não é o IML, não é o crematório, não é um estacionamento e não é uma usina nuclear. É o prédio onde funcionaria a tesouraria do BB e está sendo considerado um elefante branco. Provavelmente, não será utilizado para o fim a que foi projetado. A escolha do local também foi errada. A tesouraria do BB abastece de dinheiro todos os bancos do Estado e deve ficar num local isolado e com melhor acessibilidade, porque o fluxo de carros fortes é bastante intenso. Naquele local o carro teria que entrar de frente e sair de ré ou vice-versa”, critica José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe.

“Essa tesouraria atrasa todo um projeto. Enquanto isso, as pessoas vão continuar arriscando a vida no Calçadão, com sacos de dinheiro sendo transportados nos ombros de vigilantes com armamentos pesados, e os funcionários vão permanecer trabalhando na atual tesouraria do BB, um local que foi considerado inadequado há mais de cinco anos, uma tesouraria insalubre num local sem segurança. Será preciso mais dez anos para acabar com aquela situação de tensão e risco constante? E quem vai pagar o prejuízo?”, questiona Souza.



Edivânia Freire
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