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Proposta foi aprovada em quase todo país

A Campanha Nacional Unificada 2018 dos bancários está encerrada em praticamente todo o Brasil. Diante de uma conjuntura de retirada de direitos e acordos rebaixados, os trabalhadores conquistaram 5% de reajuste e a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), proposta aprovada em assembleias nessa quarta-feira (29/8). Os empregados do Banco do Brasil da e Caixa também aprovaram seus acordos específicos em quase todo o país.

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A nova CCT será assinada na sexta-feira (31) e no dia 20 de setembro será paga a primeira parcela da PLR e do adicional.

O reajuste inclui aumento real estimado em 1,18% (diante de um INPC projetado em 3,78% para setembro) e incide sobre vales refeição (vai para R$ 35,18/dia) e alimentação (R$ 609,87/mês), auxílio-creche (R$ 468,42), a regra básica da PLR (valor fixo de R$ 2.355,76 mais 90% do salário) e também na parcela adicional de PLR de R$ 4.711.52 (veja quadro abaixo).

O acordo prevê também a manutenção, por dois anos, de todos os direitos econômicos e sociais previstos na atual convenção, além da reposição total da inflação com aumento real de 1% para salários e todas as demais verbas, além da parte fixa da PLR e do adicional. E isso tudo inclusive para os bancários que têm curso superior e recebem acima de dois tetos do INSS (R$ 11.291,60), os chamados hipersuficientes, que a reforma trabalhista do pós-golpe autoriza manter fora dos acordos em negociação direta com os patrões.

Esse acordo, negociado em dez reuniões com a federação dos bancos, desde junho, é resultado da estratégia traçada pelos sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, de antecipação da campanha, com bancos públicos e privados juntos na mesa de negociação, e o forte apoio dos trabalhadores.

CCT e aumento real garantidos por dois anos

No atual cenário de retirada de direitos, um acordo de dois anos garante aos trabalhadores, até 2020, todas as conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho para todos os empregados de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

Caso, nas eleições de outubro, a população eleja um governo federal e um Congresso Nacional mais progressistas, que respeite os trabalhadores, poderemos retomar os debates para ampliar direitos, e contra a extinção de determinações, como a da CGPAR que busca encarecer os planos de saúde para os trabalhadores de empresas públicas.

As assembleias que deram início à Campanha Unificada 2018, assim como a Conferência Nacional dos Bancários, estabeleceram a contribuição negocial de 1,5% (com teto) para o financiamento da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Esse valor será menor do que a soma do imposto sindical (de 3,33% ou um dia de trabalho em março, sem teto) e da contribuição assistencial que variava entre 6,5%, 4%, 3%, 2,5% a 1,5% (em alguns sindicatos sem teto para a cobrança) cobrados antes do desmonte trabalhista.

Veja quais são os sindicatos que aprovaram a proposta até o momento

FETEC-SC

SEEB BLUMENAU

SEEB FLORIANÓPOLIS

FETRAFI-RS

SEEB ALEGRETE

SEEB BAGÉ

SEEB CAMAQUÃ

SEEB CARAZINHO

SEEB CAXIAS DO SUL

SEEB CRUZ ALTA

SEEB ERECHIM

SEEB FREDERICO WESTPHALEN

SEEB GUAPORÉ

SEEB HORIZONTINA

SEEB IJUÍ

SEEB LITORAL NORTE

SEEB NOVO HAMBURGO

SEEB PASSO FUNDO

SEEB PELOTAS

SEEB PORTO ALEGRE

SEEB RIO GRANDE

SEEB ROSÁRIO DO SUL

SEEB SANTA CRUZ DO SUL

SEEB SANTA MARIA

SEEB SANTA ROSA

SEEB SANTANA DO LIVRAMENTO

SEEB SÃO BORJA

SEEB SÃO GABRIEL

SEEB SÃO LEOPOLDO

SEEB SÃO LUIZ GONZAGA

SEEB VACARIA

SEEB VALE DO CAI

SEEB VALE DO PARANHANA

SEEB BENTO GONÇALVES

SEEB CACHOEIRA DO SUL

SEEB CAXIAS DO SUL

SEEB LAJEADO

SEEB NOVA PRATA

SEEB RIO PARDO

SEEB SOLEDADE

SEEB URUGUAIANA

FETRAFI/CUT-NORDESTE

SEEB ALAGOAS

SEEB CAMPINA GRANDE

SEEB CEARÁ

SEEB PARAÍBA

SEEB PERNAMBUCO

SEEB PIAUI

FETRAFI MG

SEEB BELO HORIZONTE

SEEB CATAGUASES

SEEB DIVINÓPOLIS

SEEB IPATINGA

SEEB UBERABA

SINTRAF JUIZ DE FORA/ZONA DA MATA

STRF TEOFILO OTONI

FETEC CENTRO-NORTE

SEEB ACRE

SEEB AMAPÁ

SEEB BARRA DOS GARÇAS (SINBAMA)

SEEB CAMPO GRANDE

SEEB DOURADOS

SEEB MATO GROSSO

SEEB PARÁ

SEEB RONDÔNIA

SEEB RONDONÓPOLIS

FETRAF-RJ/ES

SEEB ANGRA DOS REIS

SEEB BAIXADA FLUMINENSE

SEEB CAMPOS DE GOYTACAZES

SEEB ESPIRITO SANTO/VITÓRIA

SEEB ITAPERUNA

SEEB MACAÉ

SEEB RIO DE JANEIRO

SEEB SUL FLUMINENSE/ BARRA MANSA-RJ

SEEB TERESÓPOLIS

SEEB TRÊS RIOS

FETEC/CUT-PR

SEEB ARAPOTI

SEEB CAMPO MOURÃO

SEEB CURITIBA

SEEB LONDRINA

SEEB TOLEDO

SEEB UMUARAMA

FETEC-SP

SEEB ABC

SEEB ARARAQUARA

SEEB ASSIS

SEEB BARRETOS

SEEB BRAGANÇA PAULISTA

SEEB CATANDUVA

SEEB GUARULHOS

SEEB LIMEIRA

SEEB MOGI DAS CRUZES

SEEB PRESIDENTE PRUDENTE

SEEB SÃO PAULO

SEEB TAUBATÉ

SEEB VALE DO RIBEIRA

FEEB BA/SE

SEEB BAHIA

SEEB FEIRA DE SANTANA

SEEB IRECÊ

SEEB ITABUNA

SEEB JACOBINA

SEEB JEQUIÉ

SEEB JUAZEIRO E REGIÃO

SEEB SERGIPE

SEEB VITÓRIA DA CONQUISTA

SEEB EXTREMO SUL

SEEB CAMAÇARI

FEEB SP/MS

SEEB CAMPINAS

SEEB FRANCA

SEEB GUARATINGUETÁ

SEEB LINS

SEEB MARÍLIA

​SEEB PIRACICABA

RIBEIRÃO PRETO

SEEB RIO CLARO

SEEB SANTOS

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

​SEEB SOROCABA

A proposta foi rejeitada nos seguintes sindicatos:

SEEB FLORIANÓPOLIS – REJEITOU BB

SEEB ERECHIM – REJEITOU BB

SEEB SANTIAGO (RS)

SEEB CATAGUASES – REJEITOU BB E CAIXA

SEEB BRASÍLIA

SEEB PARÁ – REJEITOU BB

Fonte: Contraf.

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