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Protesto no Itaú contra demissão de bancário sequestrado

No Dia Nacional de Luta por Segurança nas Agências, o Sindicato da Bahia, com a participação da Federação dos Bancários, promove hoje (21/03) uma paralisação de 24 horas na agência do Itaú na Pituba, em Salvador, em protesto contra a demissão do gerente operacional da unidade, João Paulo Marques Cavadas.

João Paulo foi sequestrado por assaltantes ao sair de casa para trabalhar no dia 10 de fevereiro deste ano, sendo levado para a agência do Itaú na Pituba em que trabalhava. Os bandidos pressionaram e aterrorizaram o bancário utilizando informações da vida pessoal do gerente. Após a ação, o empregado ficou emocionalmente abalado e saiu de férias. Ao voltar das férias no dia 13 de março, foi demitido pelo banco antes mesmo de se recuperar do trauma.

"O sentimento de injustiça é inevitável. A atitude do banco confirma que, para o Itaú, somos apenas números. A empresa alega que não atendi as normas de segurança. Ou seja, eu não poderia ter entregado o dinheiro. Mas, e a minha vida", diz. O gerente ainda explica que no dia do assalto o banco estava em obras e apenas o sistema de alarme manual operava, por controle remoto.   

Em solidariedade ao colega, participou também da atividade Lúcio Alves Fagundes, bancário da empresa por 27 anos e que passou por situação semelhante em 2009. No ano de 2005 foi seqüestrado durante um assalto na agência de Itapuã.  Enquanto Lúcio tinha amarrado ao corpo explosivos, a família era mantida refém em uma casa em Ipitanga, Lauro de Freitas. Neste caso, no entanto, o empregado foi reintegrado, graças à ação movida pelo Sindicato da Bahia.


A Federação dos Bancários e o Sindicato da Bahia não aceitam a atitude do banco e exigem a sua readmissão. Além de não oferecerem a segurança adequada para bancários e clientes, o Itaú ainda penaliza o trabalhador vítima da violência.

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