Logo

Protestos contra as arbitrariedades no BB em Salvador

"Estamos aqui para lutar pelos direitos dos trabalhadores. Estes problemas acontecem há muito tempo." A funcionária do Banco do Brasil, Carine Ribeiro, se refere ao assédio moral, a extrapolação da jornada de seis horas e a equiparação do salário dos atendentes A e B. 

Justamente por isso, os diretores do Sindicato da Bahia e os próprios empregados da central de atendimento do BB realizaram manifestação, nesta terça-feira (12/06), na unidade de funcionamento do Call Center, na Boca do Rio. 

Segundo o dirigente do SBBA, Humberto Almeida, os profissionais exercem a mesma função, mas recebem de forma diferenciada. Outro problema diz respeito a comissão. Os atendentes têm direito, mas o banco não paga. "Queremos que a essa comissão exceda os 55% do salário", completa Humberto. 

O secretário-geral do Sindicato, Olivan Faustino, ressalta a importância do respeito à jornada de seis horas. "Hoje temos comissionados que trabalham também oito horas. Por isso, o pagamento da sétima e oitava hora para todos os comissionados tem de ser feito". A sobrecarga de trabalho também é constante entre os quase 100 funcionários da central de Salvador.

A empregada, Carine Ribeiro, eleita delegada sindical para representar os funcionários no Congresso Nacional do BB, neste fim de semana, prometeu levar as queixas para discussão. "Também falarei sobre a pausa toilet. A pausa é um direito do trabalhador. Mas, para descansar temos de informar na tela que vamos ao banheiro. É um constrangimento, até porque na verdade vamos descansar a garganta, por conta das inúmeras ligações que recebemos", declara. 

O protesto foi decidido em maio, durante o 2º Encontro dos Funcionários da central de atendimento do BB, em São Paulo. O movimento ocorreu também em diversas partes do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As atividades pararam das 10h às 12h e das 16h às 18h.

Template Design © Joomla Templates | GavickPro. All rights reserved.