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Quinta-feira é dia de luta contra a terceirização

Quinta-feira (04/07), bancários de todo o país se mobilizam contra a terceirização. A partir das 9h, o Sindicato da Bahia realiza manifestações no Banco do Brasil do Comércio. Os atos que acontecem em todo o país são contra o projeto de lei 4.330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), previsto para ser votado pela Câmara Federal na terça-feira (09/07).

O PL precariza as relações de trabalho ao instaurar definitivamente a terceirização em empresas público-privadas no mesmo ano em que a CLT (Consolidação de Leis Trabalhistas) completa 70 anos. O conservadorismo do Poder Legislativo dá margem à aprovação de propostas que prejudicam os trabalhadores. Os dados comprovam.

Em média, um terceirizado permanece apenas 2,6 anos na função, com carga de 43 horas semanais, contra pelo menos 5,8 anos de um empregado contratado diretamente, que trabalha até 40 horas por semana. A remuneração também é um diferencial. Por mês, cerca de 50% dos terceirizados recebem entre um e dois salários mínimos, apenas 4% recebem até R$ 3,3 mil e nenhum recebe acima de R$ 4,5 mil.

A CLT garante aos trabalhadores uma série de direitos. No entanto, a terceirização não garante nenhum. A prática, existente no Brasil desde a década de 70 segundo relatório do Dieese, ganha força no sistema financeiro ao longo dos anos e atinge os bancários, em especial. O setor tem hoje cerca de um milhão de trabalhadores, mas 50% são terceirizados e tem nos correspondentes a maior expressão.

Os trabalhadores não vão ficar parados e convocam todos para protestar contra a prática. "Nos dias 4 e 9 de julho, os movimentos sindicais devem se manifestar, pois o projeto é pernicioso tanto para trabalhadores efetivos quanto para terceirizados", afirma o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, José Antônio dos Santos.

SEEB-BA

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