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Redução da jornada terá impacto maior entres os trabalhadores mais pobres

A possível redução da jornada de trabalho no Brasil pode ter um impacto direto na redistribuição de renda, beneficiando principalmente trabalhadores que hoje enfrentam rotinas mais longas e com menor remuneração. Essa é a principal conclusão de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (10/2).

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A análise destaca que a jornada máxima de 44 horas semanais, prevista na legislação brasileira, está concentrada justamente entre profissionais de menor renda e menor nível de escolaridade, o que reforça o potencial redistributivo de uma eventual mudança nas regras atuais.

A constatação é baseada em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023, utilizada como referência para mapear o perfil dos trabalhadores brasileiros em diferentes regimes de contratação. Segundo o levantamento, jornadas mais extensas tendem a predominar em setores caracterizados por salários mais baixos e maior rotatividade de mão de obra.

O estudo também aponta que contratos de 40 horas semanais aparecem com mais frequência entre ocupações que oferecem salários médios mais elevados. A nota técnica do Ipea indica, portanto, uma relação clara entre a duração do expediente e a qualidade das condições de trabalho, sugerindo que reduzir o tempo máximo semanal poderia diminuir desigualdades estruturais do mercado de trabalho brasileiro.

 

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