Repressão policial no Extremo Sul
O Bradesco continuou jogando todo peso para tentar reabrir as agências, usando a Polícia Militar da Bahia como se essa fosse sua guarda particular, que chegou como tropa de choque do banco. Ontem(30/09), em Teixeira de Freitas, o diretor do Sindicato Thomaz Edson foi agredido por um PM, que será identificado para tomarmos também medidas judiciais contra a instituição policial e contra o soldado agressor. O dirigente prestou queixa e o processo será instaurado.
Em Itamaraju, sede do Sindicato, na terça-feira, dia 29/09, um tenente da PM chegou fazendo "assembléia" com os bancários em greve, perguntando quem queria furar a greve, porque ele garantiria a entrada e incitando os trabalhadores contra os dirigentes sindicais.
Continuamos afirmando ser profundamente lamentável que num governo que foi eleito com a alcunha de democrático e popular, do petista Jaques Wagner, a sua principal instituição policial, seja usada pelo Bradesco como se essa fosse sua guarda particular, avalia o diretor coordenador geral do Sindicato, Carlos Eduardo de Oliveira Coimbra.
Próxima terça-feira, 06 de outubro, os dirigentes da Federação dos bancários da Bahia e Sergipe, junto com os representantes dos sindicatos filiados vão se reunir com o Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Sr. César Nunes, para relatar os lamentáveis fatos ocorridos e denunciar que a Polícia Militar do Estado da Bahia parece ter um "convênio" com os bancos privados, principalmente o Bradesco, que "manda" de maneira deliberada a PM agir de maneira covarde e truculenta com os trabalhadores. No dia a dia, a gente observa que há uma segurança patrimonial, pois a gente vê policiais destacados para "proteger" o irregular transporte de valores, relata Carlos Eduardo, diretor do Sindicato dos bancários do Extremo Sul da Bahia. O nosso Sindicato foi convidado para a audiência. Mas não poderemos participar, pois teremos que dar encaminhamento ao resultado das negociações nas 04 principais cidades da base.
