Reunião do Santander discute plano de saúde e auxílio-educação
Pessoas com deficiência (PCD)
A representação sindical solicitou a informação do banco sobre a quantidade de trabalhadores portadores de deficiência, o tipo de deficiência e a lotação. Apesar de o Santander ter afirmado que o número de trabalhadores é superior ao que determina a lei, o banco informou que assinou um TAC (termo de ajuste de conduta) com o Ministério Público do Trabalho para cumprir o que determina a lei. A empresa se comprometeu ainda a passar um relatório com os dados referentes aos trabalhadores com deficiência e ficou de agendar uma outra reunião com o pessoal do setor responsável pelas contratações do PCDs.
Condições de trabalho
Os bancários solicitaram a retomada do GT sobre condições de trabalho para discutir temas como contratação de funcionários, fim das metas individuais e das reuniões diárias para cobrança de metas nas agências, e venda responsável de produtos, dentre outras demandas. O banco ficou de agendar uma nova reunião. A representação sindical indicou o próximo dia 24.
Sobre o assédio moral, o Santander informou que deseja ajustar a política de RH e que vai aderir ao protocolo da Convenção Coletiva de Trabalho. Também foi debatida a situação dos funcionários com deficiência.
Acesso ao Portal RH por parte dos trabalhadores afastados e licenciados
O banco afirmou que até o final do ano implantará o acesso do Portal RH via internet, evitando necessariamente apenas o acesso pela intranet.
Descumprimento da clausula 35ª (ACT 2011/2012) - Monitoramento de Resultados
O banco respondeu que dará uma resposta institucional junto à Fenaban referente ao monitoramento de resultados, já que os empregados denunciam que os bancos divulgam publicamente o ranking individual dos empregados.
Bolsas de auxílio-educação
Os dirigentes sindicais reivindicaram acesso aos pedidos de bolsas de estudo encaminhados no início do ano. O banco informou que foi atendida a cláusula 7ª do acordo aditivo que estabelece 2.300 bolsas, explicando que 1.500 foram para funcionários que já as usufruíam no ano passado, 720 para novos e 80 estão com pendências de documentação. Um total de 300 pedidos foi recusado em razão da falta de bolsas ou por solicitação de cursos não afins.
Auxílio-academia
A representação sindical reivindicou o pagamento de 70% da mensalidade com academia de ginástica, limitado ao valor de R$ 90,00 (noventa reais) a todos os trabalhadores do Grupo Santander Brasil, uma vez que este benefício foi limitado em janeiro deste ano para quem recebe até R$ 3.000,00. O banco vê com dificuldades o atendimento da reivindicação, tendo em vista o corte em suas despesas.
Manutenção de Assistência Medica para Aposentados
A reivindicação do movimento sindical é para que seja assegurado aos empregados com 05 (cinco) anos ou mais de vínculo empregatício com o Grupo Santander Brasil, bem como para seus respectivos dependentes, a manutenção do plano de saúde durante a aposentadoria, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante o pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado do seu recibo de pagamento. O banco argumentou que é muito difícil o pleito ser atendido, mas discutirá internamente a questão com o setor responsável para avaliar o impacto financeiro no custo do plano.
Central Operacional de Salvador
Foi cobrado do banco, pelo diretor da Federação José Antônio, uma posição acerca do destino dos funcionários que trabalham na Central Operacional de Salvador, já que a empresa extinguiu em quase todo o Brasil as centrais e a da capital baiana deverá seguir o mesmo destino. O Santander ficou de fazer um levantamento da situação atual dos funcionários da Central para dar uma resposta posteriormente. Reivindicou-se que os funcionários fossem realocados em outras unidades, uma vez que existe uma demanda muito grande e aumento das agências na capital baiana.
