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Salário dos bancários cai 37%

Enquanto o lucro dos principais bancos brasileiros cresceu e ultrapassou os R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2010, o salário dos bancários caiu em 37,85%.

A queda, comprovada por estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) atinge em cheio os novos contratados nesses últimos três meses.

Outro ponto que chama atenção é a desigualdade salarial em relação ao sexo feminino. As mulheres contratadas foram admitidas recebendo um salário 32,71% menor do que os homens.


Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) e foram divulgados pelo Dieese na última semana. Para ver a pesquisa na íntegra, acesse www.bancarios.com.br.

“Esses dados nos levam a refletir sobre a necessidade de mais engajamento da categoria nesta campanha salarial 2010 para revertermos o quadro”, destaca o Diretor de Imprensa do SEEB-Vitória da Conquista, Eduardo Moraes.

NA BAHIA, REDUÇÃO SALARIAL CHEGA A 46%

O Dieese/BA aponta que primeiro trimestre do ano, os bancos que operam na Bahia demitiram 197 bancários e contrataram outros 260. O número de novos empregos corresponde a cerca de 2,35% do total criado pelo setor no País (11.053 empregos) e a 31,32% no Nordeste (830 vagas).

Porém, quando a análise cai para o índice de redução salarial, o percentual baiano chega a 46,03%, número muito superior à média registrada no Brasil. A queda na remuneração no Nordeste é de 44,32%.


Entre janeiro e março de 2010, os novos bancários da Bahia recebiam, em média, R$ 1.658,36. Já os que foram afastados, ganhavam, em média, R$ 3.073,22.


O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista alerta que a pesquisa comprova a discriminação dos bancos com as mulheres,além de ferirem frontalmente o Artigo 152 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que impede a demissão sem justa causa.


“Lutamos para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades de encarreiramento que os homens. Além disso, não se admite que os bancos descumpram o Artigo 152 e abusem das demissões sem justa causa”, explica o presidente do sindicato, Delson Coêlho.

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