Santander demitiu 433 funcionários em um mês
O desrespeito do Santander com os funcionários não tem limite. O banco demitiu 433 funcionários em um mês, segundo levantamento realizado pelos sindicatos dos bancários de todo o país e divulgado pela Folha Online na segunda-feira (6/7). O número de demissões pode ser ainda maior, uma vez que o banco não apresenta os dados e os sindicatos tiveram que fazer um levantamento a partir das informações que são passadas pelos próprios trabalhadores.
O jornal lembra que o Santander é o único entre os maiores bancos do país a quebrar o compromisso de não demitir funcionários durante a crise sanitária causada pelo novo coronavírus que assola o país.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniu com o banco para discutir a questão no dia 1º de julho, mas o Santander se recusou a negociar e não apresentou os dados. A empresa desmarcou também o encontro marcado para o dia 3 e agendou nova reunião para a próxima sexta-feira (10), para discutir este e outros temas.
Na reunião com a COE, o representante do Santander tentou naturalizar as demissões, alegando que são ajustes naturais em busca da competitividade e ocorrem quando não há cumprimento de metas. O banco lançou uma campanha chamada “Motor de Vendas”, que define o cumprimento pelos funcionários de metas crescentes em plena pandemia causada pelo coronavírus. Um absurdo!
A pressão por metas é mais um compromisso descumprido pelo Santander. Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, os bancos, representados pela Fenaban, se comprometeram a não cobrar metas comerciais durante a pandemia. Mas, o Santander se faz de desentendido.
O movimento sindical vai continuar cobrando que o Santander honre os compromissos assumidos e respeite os seus funcionários. Cobrar metas e demitir durante a pandemia é pura maldade.
