SEEB-BA lança cartilha sobre assédio moral
Pressão excessiva para o cumprimento de metas, punição para quem não alcançar os resultados, perseguição e outras formas de coerção são configuradas como assédio moral. Os bancos criam a cada dia novos instrumentos de exploração, alguns chegam ao absurdo de colocar o bancário que não consegue bater as metas para trabalhar com um nariz de palhaço e andar de velocípede no meio da agência. Esse tipo de situação normalmente leva o trabalhador ao estresse e ao adoecimento, pois para não perder o emprego e nem ser humilhado diante dos colegas e clientes, o bancário extrapola a jornada de trabalho e tenta vender produtos como seguros e créditos até mesmo nos fins de semana e em momentos de lazer.
A cartilha chega em um momento oportuno, com a intenção de mostrar aos trabalhadores que é preciso resistir à pressão. O presidente do Sindicato, Euclides Fagundes, explica que a entidade além de incentivar os bancários a denunciarem o problema, orienta como enfrentar a coação moral e entrar com ações judiciais, através dos departamentos de Gênero, Saúde e Jurídico.
O Sindicato dos Bancários da Bahia também ingressou em uma campanha permanente de combate ao assédio por entender que a prática é um crime e a denúncia do trabalhador é a melhor forma de defesa. Os dirigentes sindicais estão visitando as agências para conversar com a categoria sobre a importância de combater o assédio moral para garantir um ambiente de trabalho mais saudável e sem desrespeito.
SEEB-BA
