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SEEB-SE pede explicação à Coopertalse sobre transtornos sofridos pelos bancários

O Sindicato dos Bancários de Sergipe questionou a Coopertalse – Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe Ltda – em relação à emissão de bilhetes de passagens intermunicipais vendidas às instituições financeiras bancárias para uso dos O empregados que trabalham nas agências do interior do Estado. A prática adotada pela empresa,com bilhetes contendo horários e números de carros pré-estabelecidos, tem prejudicado os bancários, que, muitas vezes, não conseguem chegar no ponto de embarque no horário programado e acabam perdendo a passagem

"Não é justo que os bancários que utilizam esse meio de transporte sejam prejudicados a ponto de terem que pagar nova passagem para ir ao trabalho ou retornar à sua residência. Por isso sugerimos que os bilhetes de passagem sejam vendidos sem horário e número do carro, sendo devidamente preenchidos no momento de sua utilização", sugere José Souza, presidente do Sindicato.
 

No último dia 2, o Sindicato recebeu a resposta da Coopertalse: "Como a venda é feita de forma antecipada, não podemos emitir bilhetes sem identificação de horário ou número de carros, posto que temos que prestar contas à Fazenda Estadual e realizar o controle interno, para que possa ser feito o repasse do valor correspondente ao cooperado", justificou o presidente, Valdenes Ferreira.

Porém, Ferreira informou que estudos estão sendo finalizados visando resolver esta pendência. "Em breve estaremos realizando a implantação de um novo e moderno sistema eletrônico de controle, que permitirá que, em casos como o dos bancários, cada servidor receba de sua empresa um cartão magnético com o número de passagens a serem realizadas durante o mês, que será recarregado mensalmente ou sempre que for necessário", garantiu.

"Como se vê nos motivos expostos pela Coopertalse, eles não estão preocupados com os usuários, mas exclusivamente com seus negócios. Informam que estão buscando uma saída para o problema. Os bancos compradores das passagens (BNB e Caixa) também nada fazem contra a imposição da Coopertalse. O Banese, por exemplo, não cumpriu até agora seu compromisso de fornecer a ajuda transporte, porque, segundo palavras do gerente de pessoal, não aceitou a imposição da Coopertalse", acrescenta Souza. No meio desse jogo de empurra-empurra, os bancários é que estão pagando o pato. O Seeb/SE levará, se preciso for, este assunto até o Ministério Público.

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