SEEB/SE promove palestra sobre prevenção e combate aos assédios no trabalho
Como forma de manter acolhedor o ambiente de trabalho na sede sindical, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) realiza regularmente palestras socioeducativas. Na noite dessa quarta-feira (9/6) o sindicato promoveu a palestra “Assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência no ambiente de trabalho”, ministrada pelo professor universitário e delegado de Polícia Civil, Ronaldo Alves Marinho da Silva.

O evento, direcionado a dirigentes sindicais e funcionários do SEEB/SE, foi aberto pelo presidente da entidade, Adilson Azevedo. “Assim como estamos vigilantes às denúncias de colegas nos bancos, para administrarmos os conflitos e evitar situações de perseguição, humilhação e constrangimento que configurariam a prática de assédio moral, na nossa direção sindical entendemos que é imprescindível que nossas lideranças também estejam atentas a situações de conflito. Caso elas surjam, temos de buscar solucioná-las por meio da mediação e de espaços de diálogo aberto e franco com as pessoas envolvidas, almejando preservar um ambiente de trabalho livre e saudável para todos e todas”, afirmou o presidente.
Palestra
Ronaldo Marinho, com o apoio de slides, discorreu sobre o tema e apontou as diferenças entre as condutas abusivas: Assédio Sexual (investidas indesejadas para obter vantagem), Importunação Sexual e Assédio Moral e (humilhações e perseguições repetitivas).
“Minha palestra teve o objetivo de esclarecer algumas questões relacionadas a fatos concretos: como funciona, quais são os limites da lei, quais são as situações em que a gente precisa denunciar, a quem procurar e como podemos contribuir para criar um ambiente de trabalho que seja bom para todos nós. Que seja acolhedor e, acima de tudo, que nos permita desenvolver enquanto seres humanos. Há brincadeiras e há assédio. Como podemos distinguir? Como deve ser esse ambiente de trabalho para que não seja ofensivo, como algumas brincadeiras? É importante alertar: primeiro, nenhuma brincadeira de cunho sexual é brincadeira, e diante de algumas piadas que praticamos, temos de nos perguntar se gostaríamos que tivessem esse mesmo comportamento conosco. Segundo, é preciso observar se a outra pessoa, de alguma forma, se incomodou”.
Saiba Mais sobre Ronaldo Marinho
Doutor em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR). É especialista em Direitos Humanos pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e em Gestão em Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Vice-líder do Grupo de Pesquisa em Execução Penal – Diretório de Pesquisa do CNPq e associado pleno do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). É também professor da Universidade Tiradentes (Unit) e Delegado de Polícia Civil do Estado de Sergipe, com experiência na área de Direito, ênfase em Direito Penal, Direito Penal Internacional, Direito Ambiental e Direitos Humanos.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Sergipe.
