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Sem negociação, Caixa convoca empregados ao trabalho presencial

O movimento sindical tem recebido denúncias a respeito da convocação para o trabalho presencial de empregados de diversas áreas-meio, iniciando na última quinta-feira (18/6). A princípio, o chamado seria para os empregados ligados à determinadas áreas, mas após a apuração das denúncias de diversas áreas, descobriu-se que serão convocados os trabalhadores de todas as concentrações no país.

O retorno foi sem negociação com as entidades que representam os trabalhadores e as vice-presidências têm informado, em reuniões virtuais, que 30% dos empregados de todas as áreas devem retornar ao trabalho presencial, incluindo os coordenadores e supervisores que já voltaram na segunda-feira (15/06).

As entidades representativas estão apurando os termos da convocação e vai cobrar informações sobre testagem dos empregados que dividirão o mesmo ambiente de trabalho e fornecimento de equipamentos de proteção, como máscaras ou álcool em gel.

Outra reclamação é que ao invés de cumprir o Protocolo de Intenções assinado, a Caixa está utilizando critérios próprios que são prejudiciais à saúde e à segurança de todos. O tratamento é desigual com o grupo de risco, e os terceirizados não têm garantia nenhuma.

A Caixa está na contramão dos outros bancos. Além de não respeitar o horário reduzido para prevenir o contágio, o banco ignorou a pandemia ao voltar com os processos seletivos. O que aumenta ainda mais a pressão em cima dos trabalhadores para que consigam bater suas metas, ainda mais abusivas, no horário estendido.

O movimento sindical já vem cobrando negociação sobre esses temas. A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa cobra respeito à vida dos trabalhadores e que qualquer retorno a rotina de trabalho presencial deve ser discutido com os representantes dos empregados.

Fonte: Fenae

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